Nem acredito que chegou esse momento: a primeira resenha de um livro da Colleen Hoover! Li tanto a respeito de suas obras que estava ansiosa para conhecer de perto essa autora que vem conquistando leitores por todo o mundo.
“Novembro, 9” é uma história que me conquistou na primeira página. Devorei o livro em poucos dias e até criei uma lista com todos os livros de Colleen para maratonar.
A história é contada pelos protagonistas Fallon e Benton (Ben), e começa quando os dois tinham 18 anos. A garota é atriz e fez uma série de grande sucesso quando era mais nova, mas se viu obrigada a abandonar a carreira quando, aos 16 anos, tem parte de seu corpo queimada em um incêndio. Dois anos depois, ela está de mudança para Nova York e disposta a retomar a carreira. Ben é o caçula de três irmãos e, após perder os pais, mora com Kyle, o irmão do meio. Tem o sonho de se tornar escritor.
Se conhecem no dia 9 de novembro (há!), em um restaurante. Fallon está contando de sua mudança para o pai, que também é ator e já teve seus momentos de glória. Eles nunca foram muito próximos e a distância aumentou após o incêndio, visto que ele foi o responsável pela tragédia.
Ben, que está na mesa ao lado, repara na garota quando esta volta do banheiro e não consegue desviar sua atenção dela. Fallon, que passou os últimos dois anos se escondendo de todo mundo por conta das cicatrizes do incêndio, não consegue entender o olhar do rapaz, pois normalmente as pessoas desviam dela ao verem seu rosto.
O dia que já era difícil para Fallon (pois está completando dois anos da noite em que ela sofreu as queimaduras) fica ainda mais pior quando o pai tenta convencê-la de que a mudança não é uma boa ideia, e que deveria tentar outra carreira. Ele não diz com todas as letras, mas Ben entende que é por conta das cicatrizes que o pai acredita que a garota não tem chances como atriz.

Cansado de ouvir as besteiras que o homem está dizendo, Benton decide se meter na conversa e ajudar a garota, se apresentando como o namorado da filha. A menina decide levar a mentira adiante, mesmo sem saber o que motivou um estranho a ajudá-la.
Depois do almoço, os dois passam um dia juntos e a química arrebatadora entre eles parece ser motivo mais do que suficiente para fazerem um combinado: todo dia 9 de novembro eles vão se encontrar, no mesmo dia, no mesmo local, até ambos completarem 23 anos. Mas, durante o restante do ano, eles não terão contato algum. Ben ainda promete que, durante esses cinco anos, transformará a história dos dois em livro.
Será que, após dois anos odiando essa data, Fallon finalmente vai ter um motivo para ansiar pelo dia 9 de novembro? Eles vão conseguir cumprir a promessa e se encontrarem uma vez por ano, durante cinco anos? O conto de fadas que eles estão prestes a viver, pode se tornar uma má ideia? Cinco dias é o bastante para se apaixonar por alguém? Ou conhecê-lo de fato? Ben realmente sentiu a conexão instantânea que parece ter sentido, ou é tudo em nome de um bom enredo?
Hoover nos presenteia com uma história divertida e emocionante, com diversas reviravoltas e um final surpreendente. Confesso que me identifiquei com Fallon em diversos momentos. Sua insegurança, mesmo que por motivos diferentes da minha, fez com que eu entendesse muitos de seus pensamentos, e me peguei prevendo várias de suas atitudes, pois teria a mesma reação. Além do fato de ela ser atriz e ter a leitura como uma de suas paixões, assim como eu.
“Novembro, 9” foi o melhor livro que li esse ano e já se tornou um dos meus preferidos. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
