Muitos consideram “Mentirosos” um ótimo livro. Outros detestam. E eu estava curiosa para ler e tirar minhas próprias conclusões.
Na história acompanhamos a vida da família Sinclair. Harris é o patriarca. Dono de uma grande fortuna, se casou com Tipper e tiveram três filhas: Carrie, Bess e Penny.
Como válvula de escape da agitada vida na cidade, toda a família passa os verões em sua ilha particular, onde cada filha tem uma casa.
Carrie é mãe de Johnny e do pequeno Will. Divorciada, começou um romance com Ed, um belo indiano, e tio de Gat. O rapaz, por ter a mesma idade de Johnny, passa a frequentar a ilha depois que entra para família.
Bess é mãe de Mirren, das gêmeas Liberty e Bonnie, e de Taft.
Já a caçula das irmãs é mãe de Cadence, a mais velha dos netos de Harris e a narradora da história.
Cady, junto com Mirren, Johnny e Gat, formam os Mentirosos. Por terem a mesma idade, costumam se referir aos verões passados na Ilha Beechwood por suas idades. É no verão dos quinze que a vida dos quatro muda completamente.
A família Sinclair é uma típica família tradicional americana. Harris é um homem importante e rico, que criou três lindas filhas, que lhe deram lindos netos. Entre os Sinclair ninguém é carente, ninguém erra e ninguém aceita “não” como resposta, e isso é tudo o que a maioria sabe sobre eles.
O que quase ninguém sabe é que, por trás da fachada de família feliz, existe um pai tirano, disposto a colocar uma filha contra outra apenas para exercer o seu poder. Três filhas com casamentos arruinados e filhos sendo usados como forma de obterem uma garantia do futuro. Vários netos cansados da família sempre brigando pelas mesmas coisas: dinheiro e poder.
No verão dos quinze, Cadence sofre um acidente do qual não se lembra de nada. Sabe apenas que bateu a cabeça numa rocha ao mergulhar a noite, que foi encontrada apenas de roupa íntima na beira da praia e que estava sozinha. Ela tem poucas lembranças desse verão e sua mãe não parece disposta a explicar as lacunas que existem em sua mente. Assim como ninguém da família.

No verão dos dezesseis, a garota não vai para Beechwood. Após o acidente, Cady sofre de fortes dores de cabeça, perdeu muito peso, pintou o cabelo e repetiu de ano. A mãe acredita que é melhor mantê-la longe da ilha. Assim, manda a filha em uma viagem pelo mundo com o pai.
No verão dos dezessete, e cansada de tentar preencher os buracos em branco de suas lembranças sozinha, decide ir para a ilha, mesmo contra os protestos da mãe.
Apesar de dois anos longe da fortaleza de sua família, quando chega, tudo é exatamente igual. As crianças cresceram, mas ainda são crianças. As tias continuam a brigar pelo dinheiro do avô. O avô continua controlando a família, mesmo que agora esteja mais velho e tendo alguns lapsos de lucidez. E seus Mentirosos ainda estão lá, esperando por ela.
Tudo é igual, exceto por ela. Que precisa tomar remédios para ficar bem. Que tenta a todo custo se lembrar do que aconteceu sem que ninguém seja capaz de contar a verdade a ela. Que tenta achar o motivo de ter sido abandonada por seus Mentirosos naquela noite, sozinha na praia, sem que eles nunca a tenham procurado ou respondido as diversas mensagens que mandou ao longo dos anos.
A única coisa que permanece a mesma para Cady, é seu amor por Johnny, Mirren e, principalmente, por Gat. Seu Gat. Que, apesar de tê-la deixado, ainda o ama com todo coração.
Por mais que Cadence esteja disposta a se reaproximar da família, tem uma missão ainda maior: descobrir tudo o que aconteceu no verão dos quinze.
Quais segredos uma família que tenta a todo custo manter as aparências, esconde? O vício pelo poder e pelo dinheiro é algo hereditário? Ou existe uma forma de quebrar esse ciclo vicioso? Os Mentirosos são culpados por seja lá o que tenha acontecido na Ilha dois anos atrás? Ou são as vítimas? O que, afinal, aconteceu no verão dos quinze?
Eu não esperava pelo plot do livro e gostei muito. Uma história com escrita super fluída, capítulos curtos e uma trama que me prendeu tanto que li de um dia pro outro. Então, apesar das críticas, eu me recordarei desse livro!
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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