É a primeira vez que trago uma obra de Robert Bryndza, mas ele tem uma grande importância na minha vida literária. “A garota no gelo” foi o primeiro livro de romance policial que eu li e desde então me apaixonei pelo gênero. Então, nada mais justo que trazer ele como a primeira resenha temática de Halloween!
O ano é 1995 e a policial Kate Marshal está cuidando de um caso que a está deixando de cabelos em pé: os assassinatos cometidos pelo serial killer apelidado pela imprensa de Canibal de Nine Elms.
Como todo assassino em série, esse também tem seu modus operanti. Ele sequestra suas vítimas no final de semana, as tortura por dias e as larga em algum lugar com um saco na cabeça preso com uma corda com um nó punho de macaco. Esse nó, como os peritos explicaram, é extremamente difícil de ser dado e é uma das principais características do assassino. Além das seis mordidas que dá antes de mata-las. Mordidas essas que arrancam pedaços de pele, motivo pelo qual ficou conhecido como Canibal de Nine Elms, já que o primeiro corpo foi encontrado em um ferro-velho em Nine Elms.
Kate trabalha para Peter Conway, o detetive-chefe dessa operação. É após a descoberta da quarta vítima do assassino que a vida da policial muda completamente.
Após deixarem o local da desova do corpo, o chefe da uma carona à Kate. Ao entrar em casa, a policial percebe que Peter esqueceu uma garrafa e as chaves de casa em sua sacola. Ao pegar o molho de chaves, repara que elas estão presas com uma corda, que é amarrada por um nó. O nó punho de macaco.
Achando que só pode estar ficando maluca, Kate tenta ignorar a descoberta, mas, quando estava indo se deitar, Peter bate à sua porta perguntando sobre a chave. Não conseguindo esconder seu medo, o policial percebe que a colega entendeu tudo: ele é o Canibal de Nine Elms e, infelizmente, Kate será sua quinta vítima.
Mesmo dando uma facada em Kate, a jovem consegue escapar e Peter é preso e condenado pelos crimes que cometeu. Apesar de prender o maior assassino dos últimos tempos, a policial se vê obrigada a abandonar a carreira pois seu envolvimento com o antigo chefe veio à tona, levantando suspeitas de que ela talvez soubesse de seus crimes. Mesmo tendo se envolvido com Peter apenas duas vezes, seu relacionamento teve frutos e a mulher, no meio de toda confusão, teve um bebê com o homem que tentou matá-la. A princípio Kate não ficaria com a criança. Mas, ao olhar para a carinha do bebê, se apaixonou e decidiu que criaria o filho.

Diante todos os problemas que enfrentou, seu refúgio virou a bebida. Depois de inúmeros problemas, perdeu a guarda do filho para os pais. Quinze anos depois, Peter vive preso em um hospital psiquiátrico e Kate é professora de criminologia em uma faculdade. Sóbria há alguns anos, quer mais do que tudo reconquistar a confiança do filho que está prestes a completar 15 anos. Apesar do amor que sente pelo menino, uma parte dela morre de medo das consequências de ter como pai um serial killer.
Novamente sua vida muda de repente quando um casal a procura, pedindo sua ajuda para tentar achar o corpo da filha que desapareceu há 20 anos. Os pais da jovem alegam ter certeza de que a menina foi mais uma das vítimas do Canibal de Nine Elms e, mesmo sabendo que ela provavelmente está morta, desejam um encerramento para poderem seguir em frente.
Mesmo querendo continuar com sua vida, seus antigos instintos policiais falam mais alto e, junto com seu assistente Tristan, decide ajudar a família. Tudo fica ainda mais estranho quando o corpo de uma jovem é encontrado nas mesmas condições que as vítimas de Peter de anos atrás. Com um saco na cabeça preso pelo nó punho de macaco e as seis mordidas nas pernas.
Será que Peter conseguiu escapar da prisão ou esse assassino não passa de imitador? Kate conseguirá dar um desfecho para a família que procura pela filha há vinte anos? Quais fantasmas do passado voltarão quando a policial retomar as antigas atividades? Ser um serial killer está no sangue e pode ser passado para seus descendentes? Ou Jake nunca será como o pai?
Eu sou viciada na série Criminal Minds e foi impossível ler o livro sem me sentir como um dos agentes descobrindo os crimes, o que só deixou a leitura ainda mais viciante – inclusive imaginei o Tristan como Reid o tempo todo!
Criei infinitas teorias e todas estavam erradas. Fiquei um tiquinho decepcionada quando descobri a identidade do assassino – modéstia à parte, minhas ideias seriam melhores, mas…. Mesmo assim a leitura valeu a pena e devorei o livro, assim como todas as obras de Robert. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
