O pacto de Natal

Já estamos em época de resenhas temáticas de Natal e hoje trouxe a história (quase um conto) das autoras Vi Keeland e Penelope Ward, que me deixaram num dilema que logo, logo explico para vocês.

Na obra temos vários elementos clássicos de uma comédia romântica. Enemies to lovers, fake dating, a mocinha que sonha com o príncipe encantado e o rapaz que não consegue manter um relacionamento, tudo isso com um fundo clássico para os amantes de romance: o Natal!

Riley Kennedy trabalha em uma editora de livros e não está nem um pouco ansiosa para as festas de fim de ano, afinal é só mais um lembrete de como sua vida continua igual ao ano anterior. A jovem sempre passa o Natal na cidade em que nasceu, na casa da mãe, que tem o costume de mandar uma carta todo ano para os conhecidos contando sobre as conquistas (ou no caso de Riley a falta delas) de seus filhos.

Cansada de todo ano sentir que é uma vergonha para mãe, a mocinha decide pedir conselhos para uma famosa coluna de jornal. É claro que, como tudo em sua vida da errado, a resposta da colunista é enviada por engano no e-mail de seu colega de trabalho: Kennedy Riley. Por seus nomes serem parecidos, isso acontece com frequência.

Sempre que um e-mail de Kennedy chega para Riley, ela gentilmente o encaminha – sem abrir – para o colega. Já o editor é cheio de gracinhas e, quando os e-mails de Riley vão parar por engano em sua caixa de entrada, adora lê-los e encaminha-los para a editora com um comentário sobre o assunto. Então, a resposta da colunista sobre a vida nada empolgante de Riley é um prato cheio para Kennedy e seus comentários nada sutis.

Mas dessa vez, cansada das brincadeiras do colega, a editora responde o e-mail de forma curta e grossa.

Apesar de trabalharem na mesma empresa, são de setores diferentes e nunca se encontraram pessoalmente. Mas o destino está prestes a mudar quando Riley descobre que a festa de final de ano unirá os dois prédios da editora. Baseado na forma como Kennedy responde seus e-mails, Riley tem certeza de que ele é um homem sem graça e amargurado – eu não preciso dizer que assim que coloca os olhos nele percebe que sem graça é a última característica que pode atribuir ao editor. Além de lindo, Kennedy tem um sorriso capaz de arrancar suspiros.

Riley está determinada a manter distância do colega, mas ele não tem os mesmos planos e faz questão de ficar sempre à vista, até que decide puxá-la para dançar. Riley tem certeza de que o embrulho no estômago é por conta da bebida, ou porque já faz meses que não se envolve com ninguém e ficaria assim se qualquer homem a tocasse, certo? Não tem nenhuma ligação com esse homem específico, apesar da aparência ajudar muito no que quer que esteja acontecendo dentro dela.

 A dança leva a uma bebida, que leva os dois a conversarem e Kennedy faz duas coisas que deixam Riley pasma: primeiro, se desculpa por ler seus e-mails; depois, ao descobrir que sua família mora em uma cidade vizinha a da família da editora, propõe um acordo: ele vai passar o Natal com os Kennedys fingindo ser seu namorado e ela irá a um casamento da família Riley como sua acompanhante.

A mulher tenta de todas as formas resistir a esse plano maluco, mas no dia seguinte, quando o encontra no aeroporto, sabe que não tem como fugir.

Durante as comemorações os dois vão se conhecendo melhor e descobrindo que a primeira impressão que tiveram talvez estivesse equivocada, ao mesmo tempo em que vão descobrindo mais sobre a vida um do outro. Além disso, fica cada vez mais difícil negar a atração que existe entre eles.

Quais segredos Kennedy guarda para ter tanta pouca fé no amor? E por que Riley está há tanto tempo sem se envolver com ninguém? Será que a química entre eles é resultado da época mais romântica de todas? Ou tem algo a mais acontecendo ali? Eles irão se entregar aos sentimentos ou tudo não passará de um pacto de Natal?

Eu fiquei em um dilema com a leitura porquê, quem acompanha as minhas resenhas sabe que eu amo histórias sem enrolação, mas ao mesmo tempo odeio relacionamentos que acontecem de repente e, no caso desse livro, as duas coisas acontecem. Por ser um livro curto de 140 páginas, é impossível que tenha conflitos longos o que é ótimo, ao mesmo tempo que, por ter poucas páginas, tudo acontece muito rápido. As autoras criam dois personagens tão carismáticos e com uma premissa tão boa, que dá vontade de ler tudo com calma, se apaixonar por eles ao mesmo tempo em que um se apaixona pelo outro. Eu sinceramente criei a expectativa de acompanhar melhor o desenvolvimento deles – CADE AS CENAS HOT QUE FICARAM SÓ NA IMAGINAÇÃO?

Mas, apesar de tudo, é uma obra super gostosa de ler, ótima pra curar a ressaca literária ou ajudar a criar o hábito de leitura. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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