A resenha de hoje é de um dos livros que eu mais tinha curiosidade de ler. Tinha ouvido falar muito de “O homem de giz” e estava ansiosa para tirar minhas próprias conclusões.
Eddie tinha 12 anos quando viu sua vida virar de cabeça pra baixo (quase literalmente), em um parque de diversões.
O garoto, junto com seus melhores amigos – Gav, Mickey, Hoppo e Nicky – estavam na feira da cidade quando um terrível acidente aconteceu bem diante dos olhos de Eddie. Um brinquedo do parque se soltou e dilacerou o rosto de uma jovem que estava ali perto. A moça sobreviveu graças a ajuda de um novo morador da cidade, o Sr. Halloran, e de Eddie.
Desde então, um laço estranho surgiu entre o homem, que viria a ser o novo professor da escola dos garotos, e nosso protagonista.
Um tempo depois do acidente, Gav ganhou de presente de aniversário um estojo com giz de cera de várias cores. Por uma ideia dada pelo Sr. Halloran, os amigos combinaram que cada um teria uma cor específica de giz, e os usariam para deixarem mensagens secretas na calçada um dos outros, utilizando homens palitos como código.
A ideia parecia divertida e empolgante, mas tudo mudou quando, depois de uma mensagem deixada no parque, levou a turma até um cadáver no meio da floresta. Cadáver esse que estava esquartejado e que nunca encontraram a cabeça.

O mais curioso de tudo foi que a mensagem foi deixada por um giz branco, e ninguém da turma tinha essa cor de giz.
Depois disso, outras tragédias aconteceram na cidade e desde então a vida dos amigos mudou pra sempre, principalmente a de Ed, que estava no meio de todo o caos.
Trinta anos se passou, a turma foi se distanciando e cada um foi vivendo sua própria vida, tentando deixar para trás os eventos traumáticos do ano de 1986.
Porém, tudo volta à tona quando Ed começa a receber novas mensagens de giz, e logo em seguida uma nova tragédia acontece.
Quem será que mandou aquela primeira mensagem levando os amigos ao corpo mutilado? Será que é a mesma pessoa responsável pelas mensagens que estão surgindo depois de 30 anos? Os garotos são inocentes ou, mesmo aos 12 anos, podem ter feito mal a alguém? De quem é o corpo que foi encontrado em 1986? E onde está a cabeça que jamais foi encontrada? Quantas novas tragédias podem acontecer na vida de Ed? E quais os traumas que ele precisa lidar pelos que já aconteceram tanto tempo atrás?
Eu não sei o que esperava da história mas com certeza não foi o que eu li. A trama é extremamente estranha de um jeito viciante, que quanto mais a gente lê, menos entende o que está acontecendo. As inúmeras reviravoltas são o ponto alto da história, nos fazendo duvidar de todos e mostrando que ninguém é totalmente inocente.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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