O Ickabog

Olá leitores, tudo bem?

Para resenha de hoje escolhi um livro diferente, voltado para o público infantil e para aqueles que, assim como eu, não se importam em ler livros desse gênero.  

O livro em questão se chama “O Ickabog” escrito por J.K. Rowling e publicado pela editora Rocco. O Ickabog foi escrito entre os livros de Harry Potter, e é um projeto antigo de Rowling que foi retomado anos depois no intuito de entreter as crianças durante a grande pandemia que tomou o mundo todo, o Covid-19.

Em uma belíssima edição capa dura O Ickabog traz 34 ilustrações magnificas de crianças brasileiras de 7 a 12 anos de vários estados do Brasil — isso na edição brasileira, pois as ilustrações ganhadoras foram separadas por região para publicação —, que venceram o Concurso de Ilustração Ickabog. O que o torna um livro único e especial!

A história se passa num país muito pequeno chamado Cornucópia, um lugar que poderia ser considerado o país mais feliz e rico do mundo todo e famoso por sua culinária. Dos artesanais queijos de Curdesburgo até as Esperanças-do-Paraíso (o doce mais querido e amado de Profiterólia), se a felicidade pudesse ter um gosto, certamente seria uma das delícias desse lugar.

Foto por Danik Prihodko em Pexels.com

Lá vivia um Rei chamado Fred, o Intrépido, o rei mais tolo que Cornucópia tivera — Mas isso vai do ponto de vista de cada um, não é mesmo? — que chegou ao trono através de uma grande onda de popularidade. Era extremamente bonito com seus cachos definidos e amarelos e no seu rosto jazia um elegante bigode bem alinhado.

Com ele moravam dois grandes amigos, Lorde Cuspêncio e Lorde Palermo, que tinham suas grandes propriedades, mas que achavam que morar ali era muito mais cômodo e barato, e também a meta de não deixar o rei se casar — um casamento acabaria com a boa vida que ambos levavam às custas do rei.

Até nos reinos mais felizes, sempre existe algo assombrador. Uma lenda contada por gerações nos leva ao Ickabog, que segundo os povos era um monstro horrível e medonho que vivia bem longe ao norte, mais conhecida como a Terra dos Brejos.

Os boatos eram de que o terrível monstro tinha altura de dois cavalos, olhos como grandes bolas de fogo e que cuspia veneno e … que espreitava sobre a névoa. Assim como qualquer lenda, outras pessoas apenas davam de ombros e acreditavam firmemente que era apenas um boato, um conto para assustar crianças.

Quando finalmente esse mito acaba ganhando vida própria, o rei Fred decidiu reunir seus melhores soldados em busca do tal monstro. Chegando no local indicado, tomados pelo medo e presos em um pântano assustador e com barulhos estranhos, algo foi visto (ou achavam que foi). Um tiro foi disparado por Lorde Palermo naquele momento de pânico, e os dois amigos do rei, a procura do alvo, perceberam que atingiram o Major Brilhante. Nada mais, nada menos que o Chefe da Guarda Real.

Aterrorizados com a situação, os Lordes inventaram uma grande mentira para o rei, dizendo que o monstro havia fugido e matado Major Brilhante. O rei covarde por si só e com medo de perder sua popularidade, acreditou em todas as mentiras contadas dali por diante pelos seus dois melhores amigos.

Agora com uma cidade tomada pelo medo, miséria, mentiras e acontecimentos estranhos —coisas que só aconteciam com pessoas que sabiam demais —; Bert, filho de Brilhante, e Daisy, sua melhor amiga, embarcam numa aventura em busca de respostas, do verdadeiro monstro e na restauração de sua cidade tão amada.

Ao terminar o livro percebi que a história — não tão infantil, quanto se espera — nos leva para uma realidade política um tanto quanto atual e que nos renderia uma grande conversa sobre nossos governantes.

Gosto de livros que nos levam a fazer alguma reflexão. O Ickabog nos traz muitas referências da qual conseguimos associar com a situação atual do Brasil como, a propagação de Fake News, os gestos de um presidente que só faz aquilo que é bom para si e não para o povo, a voz abafada de uma sociedade que clama por justiça, entre outras coisinhas que me levaria horas e páginas e páginas de pura indignação.

Enfim, com capítulos bem curtinhos, Rowling no envolve numa leitura gostosa e extremamente prazerosa. Como grande fã de Harry Potter posso dizer que fazia um bom tempo que não lia algo que “me levasse de volta para casa”. Bom, já falei demais e se você chegou até aqui, muito obrigado por me ouvir (ler).

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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4 comentários em “O Ickabog

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