Pra essa semana, escolhi esse romance que fala sobre o “primeiro amor” e o valor da amizade. O livro de Krystal Sutherland tem pouco mais de 270 páginas e, diferentemente de outros romances, não tem um grande conflito entre os protagonistas, mas sim pequenos conflitos ao longo da trama, deixando a história mais real.
O livro é narrado por Henry, que cresceu vendo a forma como os pais se amam e, mesmo negando, tem a expectativa de encontrar o mesmo tipo de relacionamento.
Henry sonha em ser escritor e está acostumado com a rotina da vida escolar: acordar, assistir as aulas, ir pra casa e ficar no porão com seus dois melhores amigos, Lola e Murray.
No primeiro dia de aula do último ano, entra uma aluna nova, Grace Town. Todavia, esse não é um amor à primeira vista. Ele não imagina Grace entrando em câmera lenta, seu coração não acelera, suas mãos não suam e nem nada do tipo. Quando a garota entra na sala, com roupas masculinas e se apoiando em uma bengala, ele só pensa o quanto ela é esquisita, sem dar muita atenção.
É claro que o destino não pensa assim, e dá um jeito de uni-los ao sugerir que assumam o jornal da escola, como editores chefes. Esse sempre foi a vontade de Henry, que trabalhou duro por esse convite, mas Grace pensa diferente, e recusa a oferta.
Ao ser questionada por Henry o motivo, ela apenas diz que “não escreve mais”. Ele tenta descobrir mais sobre a garota enquanto caminham para casa juntos, ficando cada vez mais intrigado para desvendar os mistérios de Grace. Ao chegarem na casa de Grace, ela pergunta se ele quer uma carona, e ele aceita. Ela entra em casa, pega a chave do carro e o faz dirigir até lá. O estranho é que ao chegarem no destino, ela não volta com o carro, deixando-o na frente da casa de Henry, e sai andando a pé, sem rumo. No final do dia, o carro não está mais lá
Após aquela conversa, Grace muda de ideia e decide ser editora assistente no jornal, fazendo com que a primeira caminhada deles juntos, se torne rotina. Sempre caminham até a casa dela, pegam o carro, vão até a casa dele, e ela sai andando a pé.
Quanto mais Henry passa os dias com Grace, mais se envolve com ela. Mas ela não dá sinais de sentir a mesma coisa. Um dia decide segui-la, após chegar, sai em seu percalço para ver onde ela sempre vai após deixarem o carro. Junto com a irmã Sadie e os amigos, vão atrás dela. Ao chegarem no destino final, eles se surpreendem e se sentem invadindo um espaço que não lhes pertencem. O que poderia servir de aviso para Henry de que a garota talvez seja um problema, acaba sendo um estimulo ainda maior para ele, que quer descobrir o passado de Grace.

Ela não parece em nada com a garota da foto de perfil do Facebook de meses atrás. A garota na foto é sorridente, está com o cabelo escovado, maquiagem e sem roupas masculinas. A Grace de hoje quase nunca sorri, e parece estar mergulhada em uma tristeza profunda.
Em uma festa de um colega, eles acabam bebendo um pouco a mais e ela o beija. Depois disso, Henry está determinado a fazer de Grace sua namorada. Porém, quando ele faz o pedido oficial (por meio de slides no Power Point!), a garota sai correndo chorando. Ao ir atrás dela, ele acaba descobrindo o motivo por trás de todo o sofrimento que Grace demostra. Mais uma vez, o que era para afastá-lo, apenas faz com que ele se apaixone ainda mais.
Ela se nega a assumir qualquer tipo de relacionamento com ele, mas continua beijando-o, dormindo, e saindo com ele, deixando-o confuso e esperançoso de que no fundo, ela sinta a mesma coisa.
O livro nos deixa com raiva dos dois por vários momentos. Apesar de entender a dor e a confusão na qual Grace se encontra, não é justo a forma como trata Henry. E por mais que esteja disposto a conquista-la, precisa respeitar seu espaço, dar “tempo ao tempo”.
Como eu disse, o livro não tem grandes reviravoltas e nem grandes conflitos, é apenas a história do primeiro amor. Aquele que parece que nosso coração vai saltar pela boca quando vemos a pessoa amada e que é partido em um milhão de pedaços quando não dá certo. Um amor que mesmo quando acaba, é pra vida toda.
O livro ganhou adaptação para filme pela Amazon, que eu ainda não assisti, mas já tô pronta e com meus lencinhos do lado.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

Confesso que quando comecei a ler esse livro, fiquei um pouco entediado! Mas é realmente como você disse, alguns conflitos do decorrer te faz prender e chegar até o final. Também estou ensaiando para assistir o filme e chorar um pouco! hahaha
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Vamos assistir e chorar juntos então!
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Ótimo review, essas impressões são bem semelhantes as que tive na leitura.
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Fico muito feliz em ler seu comentário! ☺️
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