Fala leitores!
Para a nossa primeira resenha do mês de Maio, trouxe para vocês um livro de terror. Não é um gênero que costumo trazer por aqui, mas que gosto bastante e pretendo trazer mais leituras como esta. Legal, neah?
“Terra faminta”, de Andrew Michael Hurley, é um livro de horror folclórico que nos ajuda a refletir sobre o luto, através de um olhar sobrenatural. O que nos faz devorar o livro buscando respostas.
Não vou dizer que o livro é algo sensacional, porque eu estaria mentindo. Andrew tem um jeito peculiar de entreter seus leitores, e talvez de frustrá-los também. E isso você vai descobrir lendo os seus títulos e tirando suas próprias conclusões.
A trama é trabalhada em um cenário rural, destacando os pontos fortes que só esse tipo de ambiente pode oferecer, como lendas locais que são passadas por gerações. É com esse pano de fundo que Andrew descontrói a imagem de cidade pacata e bem receptiva do interior.
Bem-vindos a Starve Acre, um lugar marcado pelo próprio mal, que carrega consigo um passado macabro e cheio de mistérios.
Aqui você encontra o casal Richard e Juliette, que se mudam para criar o seu filho, Ewan. A propriedade foi herdada pelo pai do homem, e, assim como qualquer família que está começando sua vida, acreditam que ali seria o melhor lugar para criarem memórias. Bom, foi o que acharam…

O personagem chave para esta trama é Ewan, um garotinho que nasceu prematuro e que tem a sua vida marcada pela saúde frágil. E após sua chegada ao novo lar começa a demonstrar comportamentos instáveis.
O jovem transita entre a doçura de uma criança de cinco anos e uma pessoa violenta, imprevisível, errática e até assustadora. Para justificar seus atos, Ewan relata aos pais que ouve uma voz assustadora, o induzindo a fazer coisas ruins.
Como bom clichê de histórias como esta, os adultos são céticos e acham que tudo aquilo é uma simples brincadeira de mau gosto. Isso até a página dois.
O jovem garotinho morre e o luto cai sobre a família Willoughby. A narrativa se desenvolve em como o casal enfrenta o luto, e como a perda do seu único filho pode trincar o amor que um dia juraram ser eterno.
Enquanto Juliette vive em uma realidade transitória, andando pela casa em busca de ajuda por acreditar que o filho ainda está vivo, Richard retoma o trabalho do seu falecido pai. O avô de Ewan procurava uma árvore lendária, que teve um papel importante para a história macabra da comunidade.

A leitura ganha um novo sentido, e chega até tirar o fôlego, quando o casal começa a se envolver profundamente com o sobrenatural. Neste ponto crucial da história, Richard leva para dentro de casa algo que encontrou em suas escavações e percebe que a natureza daquele lugar trabalha de uma forma diferente. Enquanto isso Juliette é encorajada por um amigo da família a participar de um ritual místico. Daqui para frente tudo acontece, e o que parecia certo, se torna confuso, sufocante e arrepiante.
A narrativa vai se tornando cada vez mais densa e o livro vai se dividindo em alguns pontos entre o presente e o passado. Acompanhamos o casal vivendo sem o filho, e momentos anteriores que nos mostram a trajetória da família vivenciando cenas perturbadoras que os levaram até ali.
Se você é fã desse tipo de enredo de horror psicológico, pacato e repleto de um suspense sobrenatural, “Terra faminta” vai ser uma ótima leitura. Leia sem expectativas, esteja aberto ao que o autor proporciona. O final deste livro te deixa a margem de várias suposições.
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Bom, agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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