Li muito a respeito do livro de hoje e estava curiosa para saber por qual motivo “A paciente silenciosa” tinha conquistado tantos leitores por todo o mundo.
A história é narrada por Theo, um terapeuta que quer a todo custo ajudar Alicia Berenson, uma pintora muito conhecida, a voltar a falar.
Alicia era uma mulher apaixonada pelo marido, Gabriel, e pareciam ser um casal apaixonado, até que o homem é encontrado morto, amarrado a uma cadeira dentro de casa, com tiros na cabeça. A mulher se torna a principal suspeita, já que estão sozinhos, sua roupa está com sangue e a arma do crime a seus pés.
Ao invés de tentar explicar o que aconteceu e se defender, Alicia entra numa espécie de transe e se recusa a falar. Em vista disso, é levada para uma clínica psiquiatra e vive lá há mais de cinco anos, sem abrir a boca desde então.
Theo, que é um admirador do trabalho da pintora e, desde a noite em que Gabriel morreu tem acompanhado a história de Alicia, decide tentar uma vaga na clínica da mulher para ajudá-la a, acima de tudo, ser inocentada, pois não acredita que ela tenha matado o marido.
A trama é intercalada com trechos do diário de Alicia, no qual podemos conhecer um pouco mais da história do casal, e entender melhor quem era Gabriel e como era a mulher antes da trágica noite.
Na busca da verdade, Theo conhece outros personagens importantes, e suspeitos, na vida do antigo casal, tentando juntar as peças do que aconteceu antes da morte do rapaz, enquanto tenta salvar o próprio casamento, que parece estar cada vez mais próximo do fim.

Quanto mais o psiquiatra se envolve no caso, mais parece incomodar as pessoas do hospital, tanto os profissionais quanto outros pacientes, e pelo visto, tem alguém bem disposto a atrapalhar ao máximo o trabalho de Theo.
Alicia matou mesmo o marido? Se sim, por qual motivo? Se não, quem é o verdadeiro assassino? A ajuda que Theo oferece a mulher, é mesmo genuína? Ou o médico tem algum interesse pessoal no caso? O silêncio da paciente é proposital, ou efeito de um trauma muito forte?
Eu, particularmente, não achei que “A paciente silenciosa” seja um livro de suspense daqueles que nos deixam com medo de ler no escuro (algo que acontece comigo com frequência quando leio esse gênero), mas, ao longo do desenvolvimento da trama, você acaba sendo sugado para dentro da história e quer, a todo custo, saber o que aconteceu com Gabriel.
A história mescla questões psíquicas com literatura grega, o que pode, a princípio, nos fazer acreditar que seja uma leitura mais complexa, mas, para mim, deixou a história ainda mais interessante e inteligente.
Eu me surpreendi muito no final. Me peguei falando sozinha, gritando de euforia e rindo de coisas que estavam na minha cara e que eu não conseguia ver antes, fazendo com que o livro se tornasse, para mim, um dos melhores quando penso em plot twist.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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