24 horas de amor

A resenha de hoje é especial pra mim pelo fato de ser a primeira parceria que fechamos no blog. Quando Mateus Santos, o autor, nos procurou para participarmos dessa aventura que é o lançamento de seu primeiro livro, aceitamos de cara e, depois de ler a obra, eu posso dizer: QUE BOM QUE TOPAMOS!

“24 horas de amor” é um livro leve, dinâmico, atual, romântico e extremamente sensível. Li de um dia pro outro e simplesmente não conseguia largar. Lucas e Ana, os protagonistas, são apaixonantes, e sua história de amor me encantou desde o primeiro encontro.

A trama se inicia com Lucas lendo uma história para sua filha, Alice, e, ao ouvir a música Ocean, da banda Native, é transportado para aquele dia 20 de julho de 2019 (15 anos antes), em Campos de Jordão, onde tudo começou.

Lucas estava na cidade para o casamento do irmão Yan (a futura esposa chama Renata… Não foi uma homenagem, mas fiquei honrada… Obrigada!), e como tem o dia livre até o horário da cerimônia, decide seguir as dicas de um guia, que lhe orienta a pegar o bondinho, e lá conhece Ana.

Assim que coloca seus olhos na garota, algo lhe atrai. Ele tenta ignorar seja lá o que aconteceu e se concentrar em sua leitura, mas logo Ana o interrompe, e diz que ele está lendo seu livro favorito. A partir desse primeiro diálogo, fica claro para ambos que algo além do que possam explicar está acontecendo entre eles. Não é apenas o amor pelos livros que compartilham, mas parece que todos seus pensamentos se completam, e um sabe dizer exatamente o que o outro pensa.

Após o passeio de bondinho, percebem que não querem se separar e fazem um “combinado”. Como os dois têm que ir embora no dia seguinte, vão passar as próximas 24 horas juntos, aproveitando a companhia e desbravando cada canto daquela cidade fria, mas com o poder de aquecer até o mais gelado dos corações.

Ambos são românticos incuráveis, mas parece que, depois de se decepcionarem uma porção de vezes em antigos relacionamentos, não acreditam muito naquela história de “alma gêmea”, então lutam ao máximo contra aquela vozinha que insiste em lhes dizer que o que está acontecendo entre eles é amor. Alerta spoiler: não adianta fugir!

Foto por Saeid Anvar em Pexels.com

Os capítulos são narrados na terceira pessoa, mas cada um na perspectiva de um dos dois. Por serem capítulos curtos, a leitura flui, e é praticamente impossível parar de ler. Eu queria viver cada segundo daquelas 24 horas com os dois.

Eu adoro ler livros nacionais ou contemporâneos por ser fácil fazermos ligações com as referências, e foi uma das coisas que eu mais gostei na leitura. Sinto que criamos identificação instantânea quando entendemos algo que foi citado. Além da personagem com meu nome (eu sei que foi coincidência), o Lucas ama os livros de “Crepúsculo” e alguns dos livros favoritos da Ana são “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (é o meu favorito da saga) e “Me chame pelo seu nome” – temos resenha aqui. Além de citarem autores que eu adoro, como Gillian Flynn e Sally Rooney, a série “Friends” e ambos morarem em São Paulo (assim como eu). Bônus para uma parte em que cita uma casa assombrada em Ribeirão Preto – eu sou de lá! Me conta essa história melhor Mateus!

O autor nos contou que a história surgiu para ele enquanto ouvia uma música, – aquela que eu já disse lá atrás (Ocean) – e fui correndo escutar. Assim como o cantor nos diz que prefere conhecer o oceano apenas uma vez, e sentir falta daquilo pro resto da vida, do que nunca sentir a areia sob seus pés descalços, Ana e Lucas também preferiram viver aquela história de amor por um dia, pois mesmo sentindo falta pelo resto da vida, descobririam, enfim, qual é o sobrenome do amor.

O livro ainda é embalado por músicas, e o Mateus criou uma playlist linda, na qual podemos escutar as mesmas músicas enquanto lemos a história, assim como Ana e Lucas fazem durante todo aquele dia.

A história não tem grandes dramas e nem grandes reviravoltas, e foi isso o que mais me ganhou. Alguns podem achar que um romance bom é feito de traições ou brigas, mas pra mim uma boa história de amor tem que ter o que queremos em um relacionamento – momentos leves, picantes, divertidos e que nos fazem se conectar com algo, ou alguém. P.S: eu tenho a sorte de dizer que tenho tudo isso. Obrigada Grande Baleia!

Com um final digno de todas aquelas 24 horas de amor, o autor nos emociona e nos deixa com vontade de reviver aquele dia inteiro de novo, assim como querem os personagens. Muito obrigada Mateus por nos convidar para fazer parte dessa aventura.

Eu definitivamente vou me recordar desse livro. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

Se interessou pelo livro?

👈 Clique aqui, adquira o seu e conte pra gente se ele é um livro para recordar.

4 comentários em “24 horas de amor

Adicione o seu

Deixar mensagem para Antônio Rodrigues Cancelar resposta

Blog no WordPress.com.

Acima ↑