A resenha de hoje é de um título que divide opiniões. Muitas pessoas o consideram ruim, mas acredito que isso se dê ao fato de ser o primeiro de uma série de livros muito superiores. “O duque e eu” foi a obra que me apresentou Julia Quinn e, apesar de os outros sete serem mais interessantes, o livro tem sim, suas qualidades.
Eu já fiz um texto sobre Bridgerton antes, a respeito do livro de Colin (Os segredos de Colin Bridgerton), mas, caso você não tenha lido, vou pontuar os aspectos mais importantes da saga de livros que virou série na Netflix e vem conquistando leitores e telespectadores por todo o mundo.
São ao todo nove obras que contam a história da família mais encantadora de Londres nos anos de 1800, sendo oito sobre os filhos de Lady Bridgerton. A matriarca da família se vê obrigada a criar os filhos sozinha quando o marido, Edmund, morre. Cada um tem a inicial do nome seguindo a sequência do alfabeto, na ordem em que nasceu, sendo oito ao todo – Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. O nono livro contêm contos no qual podemos ver como nossos protagonistas estão vivendo com seus pares, mais um extra para conhecermos um pouco mais sobre uma das mães mais amadas entre os leitores, Violet Bridgerton.
Lady Bridgerton sonha em ver todos os seus filhos casados e felizes com quem escolherem, assim como ela foi com o marido. O primeiro livro da saga é sobre Daphne, a filha mais velha. Ela, assim como a mãe, sonha em encontrar o amor verdadeiro e ter uma família grande como a sua, e, quando chega o momento de ser apresentada para a sociedade, é considerada pela rainha, o diamante da temporada, para o orgulho de Violet.
Apesar de ser a queridinha para a rainha, parece não estar tendo sucesso com os homens, que a veem mais como uma amiga do que como futura esposa. Vamos combinar que a ideia de terem que passar pelo consentimento de Anthony, o visconde de Bridgerton desde a morte de seu pai, também não é muito agradável.
Além da família de Daphne, temos também um personagem muito importante nessa obra: o duque de Hastings, Simon Basset. Ele é um antigo amigo do primogênito dos Bridgerton e está de volta a Londres para a temporada.

Ao contrário de Daphne, Simon não tem nenhuma pretensão de se casar, muito menos de ter filhos. O duque perdeu a mãe cedo e não teve uma boa relação com o pai durante a infância. Mas parece que as mães das debutantes não têm a mesma opinião que nosso protagonista, e estão dispostas a tudo para fazer suas filhas conquistarem Vossa Graça.
Suas vidas acabam se cruzando quando Simon encontra Daphne tentando se livrar de um de seus pretendentes. Ao defender a moça, eles acabam decidindo se ajudar. Vão fingir que estão se cortejando para as mães desistirem do duque, e para os homens se interessarem pelo diamante da temporada – ah a masculinidade e sua adoração por desafios desde 1800.
Como um bom romance clichê, a história da menina que sonha com o príncipe encantado com o homem que despreza o matrimônio é o enredo com o qual Julia nos presenteia nessa obra.
Como já disse antes, o livro ganhou adaptação na Netflix, e achei bem fiel a obra original. Como é uma série, acabaram dando destaque a histórias paralelas dos demais irmãos, mas não acredito que tenha prejudicado a narrativa, apesar de nos apresentarem personagens não existentes nos livros. Spoiler: não shippe os demais Bridgertons com nenhum personagem antes da temporada em que eles forem os protagonistas, você pode se frustrar!
“O duque e eu” foi o primeiro livro de Julia que eu li e gostei muito, mas, quando comparamos com os outros sete livros, realmente é o mais fraco – me apaixonei pela escritora no segundo volume da série, “O visconde que me amava”. Será que vem resenha?
Apesar de tudo, o livro nos proporciona uma leitura dinâmica, gostosa e permeada de momentos hilários e sensuais. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
