Verity

Antes de mais nada, preciso deixar aqui registrado um pensamento: Colleen Hoover, você é GENIAL! A cada novo livro dela que leio mais me apaixono por sua escrita. Como se não bastasse escrever lindos romances, se mostrou impecável no thriller também. “Verity” é a obra sobre a qual vou escrever hoje.

Na obra acompanhamos a vida de Lowen, uma autora que vem tentando se firmar no mercado literário. Mora em Nova York e, após a perda recente da mãe, se vê prestes a ser despejada então precisa voltar a escrever. A protagonista passou os últimos meses praticamente sem sair de casa, pois a mãe precisava de assistência 24 horas, e mal teve tempo de traballhar nesse período.

Mas sua vida vira de ponta cabeça ao sair de casa pela primeira vez desde que a mãe morreu para uma reunião que Corey (seu agente literário e ex-namorado) diz ser promissora.

No caminho para o encontro com a editora, Lowen presencia um terrível acidente: um homem, ao atravessar a rua sem olhar, é atropelado e tem a cabeça esmagada por um caminhão. Perturbada com o que acabou de ver, nem se dá conta de que tem sangue por todo o corpo até um homem chamar sua atenção.

O estranho a leva até uma cafeteria, ajuda a se limpar e ainda empresta sua camisa para ela. A escritora, que até então não tinha reparado no homem ao seu lado, finalmente parece sair do transe e percebe como ele é atraente. Mas, antes que qualquer pensamento possa passar por sua cabeça, repara na aliança em seu dedo. Após poucas palavras trocadas, descobre que seu nome é Jeremy, é casado com uma escritora e perdeu uma filha recentemente.

Os dois se despedem e Lowen acha que nunca mais verá o rapaz de novo, então qual não é sua surpresa ao descobrir que a reunião é com ele! Jeremy está na cidade em nome da mulher, Verity.

Verity Crawford é uma autora de grande nome nos gêneros de suspense. Dona de uma série de sucesso, sofreu um terrível acidente que a deixou impossibilitada de escrever os últimos três livros da sequência, por isso precisa de uma autora para terminar seu serviço. Além de escreverem o mesmo gênero, Jeremy sabia que a mulher gostava da escrita de Lowen.

A princípio a escritora pensa em recusar o convite, afinal é muita responsabilidade assumir esse compromisso e ela nunca desejou a fama, que provavelmente viria ao ter seu nome veiculado ao de Verity. Após muita insistência de Jeremy e a ideia de escrever sobre um pseudônimo, Lowen enfim aceita a proposta.

O homem diz que é melhor ela passar uns dias na casa do casal, em Vermont, pois acredita que, no escritório da mulher, Lowen pode achar as ideias que Verity tinha para os próximos livros.

Após a reunião, a escritora decide pesquisar um pouco sobre a vida do casal, que parece ter passado por várias tragédias, visto que, além do acidente da mulher, perderam as duas filhas. Sim, duas. Chastin e Harper, gêmeas. Uma morreu e pouco mais de seis meses depois, a segunda também. Eles ainda têm um menininho, Crew, de cinco anos.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Apesar de toda tragédia que parece rondar a família, ao chegar na casa, Lowen – que assume o nome de Laura – logo percebe, pelo tamanho da propriedade, o quão bem sucedida é Verity. Também descobre a gravidade do problema que o acidente causou a escritora. Ela praticamente não existe. Passa os dias deitada na cama, ou sentada na cadeira de rodas, sem falar, olhando o vazio.

A casa traz uma sensação ruim em Lowen então ela está decidida a pegar o que precisa no escritório e ir embora o mais rápido possível. Mas não será tão fácil quanto parece. O lugar é uma bagunça de papéis e caixas espalhadas. Ao tentar organizar a papelada, encontra um manuscrito. Começa a ler achando que é o começo do próximo livro, mas logo descobre que é mais pessoal, uma autobiografia.

A princípio, Lowen não queria ler, mas achou que assim podia entrar na mente de Verity e conhecê-la melhor, e que ler só um pouco não faria mal nenhum. No entanto, quanto mais lê, mais perturbador os capítulos vão se tornando, e uma pergunta não sai de sua cabeça: quem é realmente Verity Crawford?

Como foi despejada e ainda não tem dinheiro para arrumar outro lugar para ficar, Jeremy a convence a passar mais tempo com a família. Mesmo querendo ir embora, pois começa a sentir medo de Verity, não tem para onde ir, quase não tem ideia sobre o que fazer para os próximos livros, e quer muito terminar de ler o manuscrito. Não preciso mencionar que a grande atração que sente por Jeremy também conta pontos em sua decisão.

Quanto mais conhece Jeremy, mais se apaixona. E quanto mais lê a autobiografia, mais perturbada se sente com relação a mulher do homem.

Chastin e Harper realmente morreram de forma acidental? Crew corre perigo naquela casa? O quão paralisada Verity realmente está? Jeremy é mesmo o homem perfeito que parece ser? Ou esconde seus segredos? Qual o passado Lowen quer deixar para trás? E até onde está disposta a ir para descobrir as obscuridades dessa família?

Com uma obra perturbadora e de embrulhar o estômago as vezes, Colleen consegue mostrar sua face mais assustadora (e viciante). Eu praticamente não consegui parar de ler até terminar. Quando você acha que não pode se surpreender mais, ela consegue te deixar de queixo caído, e ao final do livro, você descobre que realmente não sabe de nada.

Foi o melhor livro que eu li esse ano (o anterior também era dela e o próximo provavelmente também será), só comprovando como Hoover é versátil e tem uma mente brilhante, capaz de escrever qualquer gênero com maestria.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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