A lista de convidados

O post de hoje é pra quem, assim como eu, adora um bom thriller. Em seu segundo livro nesse gênero, Lucy Foley consegue trazer uma história ainda mais instigante e com mais reviravoltas do que em sua estreia, “A última festa”.

Os dois livros têm muito em comum. Ambos têm como pano de fundo uma reunião entre antigos amigos, que acaba revelando segredos e desenterrando problemas. Também são divididos entre dois tempos, antes e depois da tragédia sobre a qual o livro circula. Além de serem narrados por vários personagens.

Mas, deixando de lado a primeira obra de Lucy, vamos focar agora na história que nos interessa de fato, “A lista de convidados”.

A trama se passa em uma ilha na Irlanda, há muito desabitada. Boatos de que pessoas morreram por lá e que suas almas permanecem presas ao local, deixou a propriedade com a fama de ser assombrada. Aoife, a proprietária da casa na ilha, é cerimonialista e está dando tudo de si para colocar o lugar de volta no mercado, e acredita que o casamento entre a dona de uma famosa revista online, Jules, com o apresentador do mais novo reality, Will, é a chave para seu sucesso. Por isso, ela e o marido, Freddy, farão de tudo para que o casal tenha o casamento dos sonhos.

Os noivos parecem ser daqueles casais que não se desgrudam. Estão sempre se tocando e a mínima distância, parece demais para eles. Mesmo o noivado tendo acontecido muito rápido, todos acreditam que foram feitos um para o outro, apesar de no fundo não se conhecerem direito. O que, com a proximidade do casamento, se torna um pensamento constante na mente de Jules, que, após receber um bilhete, começa a colocar em dúvida se realmente conhece o homem com o qual está prestes a se casar. Afinal, todos nós guardamos segredos.

Temos ainda na história a madrinha, e meia irmã da noiva, Olivia. Uma menina que antes era cheia de vida, mas que recentemente passou por um período difícil, se tornando uma pessoa completamente diferente. Também conhecemos Johnno, o padrinho e um dos melhores amigos do noivo. Após um longo período no qual achou que sua vida estava perdida, ele tem grandes planos para um novo trabalho, e conta com a ajuda de Will para realizá-lo.

E por último, mas não menos importante, o casal Hannah e Charlie. O último é o melhor amigo da noiva. Uma amizade antiga e cheia de histórias, que deixam Hannah desconfortável toda vez que o marido está perto da amiga. Por mais que eles digam que sempre foram apenas amigos, uma vozinha em sua cabeça não para de dizer que tem algo além do que dizem.

Foto por GEORGE DESIPRIS em Pexels.com

Jules quer que tudo corra perfeitamente bem no seu grande dia, por isso todos os probleminhas que aparecem no caminho, como Johnno ter esquecido o terno ou a mudança repentina no clima, a deixam desesperada. Apesar de diversas provações ao longo do dia que antecede o casamento, finalmente o casal diz “sim”, e estão oficialmente casados.

É claro que, em se tratando de Foley, nada é tão simples, e a cerimônia é regada por momentos constrangedores e tensos, como quando o pai da noiva mostra certa relutância em aceitar o genro, ou quando o padrinho faz um discurso que deixa o noivo com medo de algo ser revelado. Ou ainda, quando os antigos amigos de Will decidem fazer uma brincadeira dos tempos do colégio interno, na qual um dos alunos era deixado no meio da propriedade, à noite, e tinha que dar um jeito de retornar a escola, por conta própria. Além disso, acabamos descobrindo um pouco mais a respeito de Olivia, e da antiga amizade entre Jules e Charlie.

O que tem se mostrado um longo dia, começa a se tornar uma longa noite, quando ventos terríveis chegam à ilha, fazendo com que a energia fique instável e deixando praticamente impossível enxergar algo ao sair do local da festa. Tudo sempre pode piorar, e é claro que piora, quando, depois de um dos apagões, um corpo é encontrado.

Quais são os riscos de nos casarmos com alguém que não conhecemos direito? Mesmo após anos de casamento, podemos afirmar que sabemos tudo sobre o outro? Ou todo casal tem seus segredos? É possível que, em uma amizade de longa data entre um homem e uma mulher, a linha nunca tenha sido ultrapassada? O que aconteceu com Olivia? Por qual motivo Aoife está tão determinada a salvar a ilha? De quem é o corpo que foi encontrado e, o mais importante, quem matou?

O trunfo do livro pra mim é o suspense em torno de quem morreu, que só descobrimos no final, assim como quem matou. Cada capítulo parece apontar para um suspeito e diversas vezes achamos que descobrimos de quem é o corpo e, de repente, nossas teorias caem por terra.

Se eu já tinha gostado da autora por seu primeiro livro, depois desse virei sua fã, e mal posso esperar para seus próximos lançamentos. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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