A garota no trem

Já passou das 08h04 então a Rachel provavelmente já está no trem, mas se você ainda não saiu de casa, está no caminho pro trabalho, ou tirando uma folguinha antes do almoço, aproveita para ler a resenha de hoje.

Em “A garota no trem”, Paula Hawkins nos presenteia com um thriller de tirar o fôlego. Na trama, acompanhamos a história do ponto de vista de três personagens: Megan, Anna e Rachel (a protagonista).

Rachel sempre pega o mesmo trem, às 08h04, rumo a Witney e gosta de sentar na janela, observar a paisagem – principalmente duas casinhas que ficam na margem dos trilhos – e inventar histórias sobre quem mora lá. Apelidou os moradores do número 15 de Jess e Jason, e pensa neles como o casal ideal. Sempre sentados juntos na varanda, tomando café enquanto conversam e riem.

Já na de número 23 não precisa imaginar nada, pois conhece não só os moradores, como cada canto da casa. Lá vivem Anna e Tom, seu ex-marido. Se separaram há dois anos, quando Rachel descobriu o caso entre os dois. Ela saiu da casa e o homem trouxe a amante para ocupar seu lugar.

Rachel vive um momento difícil. Desempregada, sozinha e com sérios problemas com a bebida, não sabe o que fazer da vida. Não superou a separação, e mesmo com o ex casado e com uma filhinha, Evie, a mulher não é capaz de parar de procura-lo, principalmente quando bebe – o que acontece com muita frequência.

Anna já não aguenta mais a presença constante da ex de seu marido, e teme pela segurança da filha, pois Rachel já mostrou ser uma mulher desequilibrada, inclusive entrando na casa do casal no meio da tarde, pegando a menina enquanto a mãe dormia. Mesmo não tendo feito nada contra a bebê, Anna não consegue deixar de sentir medo toda vez que vê a mulher.

 Poucas casas depois, vivem Megan e Scott – ou, para Rachel, Jess e Jason. A mulher, apesar de não se abrir com o marido, passou por muitos traumas na juventude e por isso sofre com insônias e ataques de pânico. Após muita insistência de Scott, decide procurar ajuda de um profissional, e é assim que conhece Kamal, o psicólogo.

Foto por Irina Iriser em Pexels.com

Paciente e médico começam a viver um romance as escondidas, até que Rachel descobre tudo, em uma manhã de sexta, mais precisamente no dia 12 de julho, enquanto está passando de trem e vê o beijo entre eles. A mulher fica chocada quando percebe que o casal, que em sua cabeça era perfeito, não passa de uma ilusão. Padecida com a situação em que Scott se encontra, pois assim como ela está no papel de traído, Rachel fica indignada, mas, como não os conhece, precisa deixar para lá.

No domingo, dia 14 de julho, Rachel acorda com um corte na cabeça, sem roupa, com uma baita ressaca e sem a menor ideia de como foi parar em casa. Mas isso não a surpreende. Desde que começou com os problemas com a bebida, enquanto ainda era casada, sofre com os famosos apagões, nos quais não tem lembrança alguma do que fez ou falou durante a bebedeira – principais motivos das brigas com Tom, pois muitas vezes, nesses momentos, ficava agressiva.

Não foi nenhuma novidade descobrir que tinha tentado falar com o ex-marido durante a noite de sábado. A surpresa foi saber que Megan havia desaparecido na mesma noite, dia 13 de julho, um dia depois de Rachel ter visto o beijo entre Megan e o amante. Claro que ela não podia ter relação com o sumiço da mulher, pois nem a conhecia, mas mesmo assim a polícia foi procura-la e quis saber seus passos na noite anterior, pois uma testemunha disse que a viu perto da casa de Megan. Nem preciso dizer que a testemunha foi Anna né?!

Será que a raiva que sentiu ao ver Jess traindo Jason – ou melhor, Megan traindo Scott – a abalou tanto que, quando bebeu, foi tirar satisfações com a mulher e acabou se descontrolando? Ou Anna pode ter algo com o sumiço da vizinha e aproveitou para culpar Rachel? Ou será que o marido não seja tão inocente e, descobrindo a traição, deu um jeito na mulher? Ou ainda, o amante, após uma tentativa de Megan de término, não aceitou a separação?

Essas são algumas das perguntas que se passam na cabeça de Rachel, que vai fazer de tudo para descobrir o que fez na noite de 13 de julho e onde está Megan.

Eu adoro histórias nas quais vamos descobrindo os acontecimentos junto com os personagens, e acompanhar os desdobramentos da trama ao mesmo tempo que Rachel, pra mim foi a melhor coisa do livro. Tentar juntar todas as peças do quebra cabeça junto com os personagens, sempre geram ótimas viradas.

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