A biblioteca da meia-noite

Trouxe para vocês a resenha de um livro muito querido pelos leitores. Fiquei muito curiosa e quando finalmente li, entendi o burburinho por trás de “A biblioteca da meia-noite”.

Na trama, acompanhamos a trajetória nada fácil de Nora Seed e toda a sua luta contra a depressão de viver uma vida cheia de arrependimentos e “e se”.

Nora, agora com 35 anos, sempre achou que vivesse uma vida medíocre. Tendo perdido o pai e a mãe, não falando mais com o irmão, morando em uma casinha que mal consegue pagar, sem amigos, namorado, emprego e com a morte de seu gato, acredita que, enfim, chegou ao fundo do poço.

A mulher tem o sentimento constante de que decepcionou todos a sua volta. Não seguiu a vida de nadadora profissional que seu pai queria. Largou a banda que tinha com o irmão após a proposta de assinar com uma gravadora, mesmo sendo uma excelente pianista, vocalista e compondo ótimas músicas. Desistiu do casamento com Dan três meses antes da cerimônia. Não seguiu o conselho da senhora Elm, a bibliotecária de sua antiga escola, de ser glaciologista. Não se mudou para a Austrália com a melhor amiga, nem seguiu carreira na filosofia após a faculdade. Não é mãe, nem esposa, nem amiga, e nem mais é filha.

Não conseguindo pensar em outra saída, a pianista decide que lhe resta apenas uma coisa a fazer: tirar a própria vida. É por isso que, aos 35 anos, Nora Seed decide morrer.

O que ela não sabia era que, entre a vida e a morte, existe uma biblioteca.

Foto por Ivo Rainha em Pexels.com

Sem entender muito bem aonde está ao abrir os olhos, Nora vê uma porta e um relógio marcando meia-noite. Ao abrir a porta, se encontra em um imenso corredor sem fim, cheio de estantes com diversos livros, todos de capa em diferentes tons de verde. A única outra pessoa no recinto é a senhora Elm.

Depois de uma longa conversa, Seed entende que está numa espécie de limbo e recebe um pesado livro no qual estão escritos todos os seus arrependimentos.

A senhora Elm explica que cada livro naquele lugar conta a história do que teria acontecido caso Nora tivesse tomado uma decisão diferente em algum ponto de sua vida e que, agora, ela tem a chance de descobrir como estaria caso tivesse optado por outra coisa.

A bibliotecária também avisa que, quando estiver em uma vida diferente e se arrepender de tê-la escolhido, volta automaticamente para a biblioteca. Mas que, caso ache a vida que gostaria de viver, ficará lá para sempre e a biblioteca não passará de uma névoa em suas lembranças.

O que teria acontecido se Nora tivesse se casado com Dan e tivessem construído um pub no campo, como era o sonho do homem? E caso tivesse seguido na banda, teriam feito sucesso? Ser campeã olímpica de natação era apenas um sonho de criança, ou pode ser a chave para o sucesso? O que, na verdade, significa sucesso? Dinheiro? Amor? Reconhecimento? Qual será a vida que fará Nora feliz de fato? Ou a felicidade sempre será passageira e os momentos difíceis uma hora vão chegar?

Com uma história sensível e cheia de possibilidades, Matt Haig nos faz questionar o verdadeiro sentido de estarmos vivos e como, com uma única escolha, alteramos o destino de diversas pessoas, mesmo sem sabermos.

Às vezes, não precisamos entender a vida, apenas vivê-la. E eu com certeza vivi esse livro. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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