Todas as suas imperfeições

Nunca perdoarei Colleen Hoover por me fazer chorar no trabalho. “Todas as suas imperfeições” – assim como qualquer outro título da autora que eu já tenha lido – me deixou extremamente sensibilizada.

Na história, acompanhamos dois momentos da vida de nossos protagonistas Graham e Quinn. O antes e o depois do casamento.

Quinn é noiva de Ethan e está ansiosa para chegar ao apartamento do noivo e fazer uma surpresa para ele. Mas, quem é surpreendida é ela, ao sair do elevador e encontrar um homem bem nervoso parado à porta da casa do noivo. Ao questioná-lo sobre o motivo de ele estar ali, Graham diz que sua namorada, Sasha, está lá dentro, transando com o dono da casa.

A garota tenta explicar que isso é impossível, já que quem mora ali é seu noivo, mas tudo é confirmado ao ouvir os gemidos – nada silenciosos – das pessoas que estão se divertindo ali dentro.

Apesar de se conhecerem em um dos piores momentos de suas vidas, ambos sentem algo de reconfortante na presença do outro. Então, por já estarem na merda e pela evidente atração que sentiram um pelo outro, decidem que um sexo por vingança é mais do que justo.

Mesmo com a vontade, não é isso o que acontece, pois percebem que a vingança não levaria a nada. Mas Graham deixa seu número de telefone anotado em um papel e pede que Quinn ligue para ele depois que conseguir superar o ex-noivo.

Seis meses se passam antes de eles se encontrarem por acaso em um restaurante. Ambos percebem que, o que quer que os tenha atraído um ao outro no passado, ainda existe.

A química entre eles é surreal e Graham tem a certeza de que são almas gêmeas. Tanta certeza que a apresenta para a mãe no dia seguinte. Quinn, por mais que ache a situação engraçada e por mais que esteja desejando esse homem mais do que tudo, sente um pouco de receio com a velocidade com que as coisas estão acontecendo.

Dois meses depois estão quase morando juntos. Cinco meses e já estão falando em casamento. Pouco menos de um ano depois, estão casados.

Foto por Heiner em Pexels.com

A vida não poderia estar melhor para os pombinhos. Quinn tinha certeza de que não podia ser mais feliz, até que decidem aumentar a família e toda a sua confiança começa a ruir.

Mais de 5 anos se passaram desde a primeira tentativa, e nenhuma criança gerada. O casal já tentou de tudo, desde os métodos convencionais até os mais tecnológicos e a adoção, mas nada funciona.

A cada menstruação, Quinn se sente mais vazia, mais sem propósito e mais infeliz por não conseguir realizar seu sonho de ser mãe. O sexo para ela virou apenas um meio para atingir um objetivo, que parece inalcançável.

A cada nova tentativa frustrada, mais se afunda em tristeza, e mais afasta o marido, que parece ter desistido de tentar ajudá-la a superar esse luto por alguém que sequer existiu.

Em uma trama que mescla o antes e o depois do casamento, podemos observar como um relacionamento que tinha tudo para ser perfeito, começa a desmoronar quando expectativas não são alcançadas.

Uma relação que começa de uma forma trágica, pode ter um final feliz? Quais as consequências na vida de um casal que sonha em ter filhos, mas não consegue? O amor entre eles basta? Ou sempre faltará algo a mais? Um casamento é capaz de superar todas as dificuldades se o casal se ama? O que fazer quando ainda existe amor, mas ambos pararam de lutar por ele? É possível amarmos alguém depois de conhecermos todas as suas imperfeições? Ou amamos alguém apesar de todas as suas imperfeições?

Quando comecei a leitura, não esperava que me tocasse tanto quanto me tocou. Assim como a Quinn, namoro com o amor da minha vida e o meu maior sonho também é ser mãe. E meu maior medo é nunca realizá-lo. Em diversas vezes me vi como ela, tentando superar a dor por alguém que nunca existiu, ao mesmo tempo em que tentava ser forte para salvar seu casamento. Obrigada Colleen, por me ensinar que, enquanto houver esperança, haverá amor.

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