Fala leitores!
Mais uma sexta-feira do mês e eu gostaria de encerrá-lo com uma das minhas autoras favoritas e que traz pautas importantes para a juventude de todo mundo. Aproveitando a campanha Setembro Amarelo, “Um ano solitário” de Alice Oseman vem nos trazer reflexões e muita aventura com a protagonista Tori Spring, irmã de Charlie Spring, destaque de Heartstopper.
O título é o primeiro romance da autora e veio em toda sua glória nessa nova edição da editora Rocco que eu simplesmente amei.
Tori Spring é minha religião e a personagem sempre me cativou. Ler uma história onde ela é protagonista me trouxe milhares de sensações. Totalmente cansada do colégio, da sua melhor amiga, garotos babacas, filmes e livros ruins e de seus próprios pais, nossa protagonista está um passo de explodir todos e todes!
Com algumas exceções: seu blog e seu irmão Charlie. Para quem acompanha os quadrinhos, livros e até mesmo a série, Charlie sofre de um distúrbio alimentar. O caso é abordado com muita atenção e delicadeza pela autora, sem deixar de dar aquele sinal de alerta para quem vivencia casos assim.
A trama se desenvolve em torno de um site chamado “Solitaire” onde todo o conteúdo postado tem como objetivo pregar peças nos alunos. Para Tori, tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto. Ignorar a situação e não dar palco para louco é a melhor solução e com certeza alguém vai descobrir o autor por trás dessa história.
“A escola literalmente não se importa com você, a menos que você seja bom em escrever coisas ou memorizar ou resolver malditas equações matemáticas. E as outras coisas importantes da vida?”

Michael Holden, um garoto novo no colégio, parece bem interessado no assunto e inicia uma investigação. O que Tori não entende é porque que ele quer que ela participe no caso. Spring está tão acorrentada em seus próprios problemas e extremamente convencida de que o mundo é um lugar péssimo que acaba não percebendo os esforços de algumas pessoas para tentarem se aproximar.
“Não quero que as pessoas se preocupem comigo. Não há nada com que se preocupar. Eu não quero que as pessoas tentem entender por que eu sou do jeito que sou, porque eu deveria ser a primeira pessoa a entender isso. E eu não entendo ainda. Não quero que as pessoas interfiram. Eu não quero pessoas na minha cabeça, escolhendo isso e aquilo, permanentemente pegando os pedaços quebrados de mim.”
Para ela, o mundo é um lugar horrível, cercado de pessoas tóxicas e quer ficar o mais longe possível. Difícil julgar seu comportamento, já que estamos cada vez mais reclusos do mundo externo, na tentativa frustrante de se proteger.
É quando as coisas começam a sair do controle e a afetar e machucar pessoas, a garota se depara entre uma situação de fugir ou enfrentar o problema. Com uma personalidade nada comum, vemos Tori saindo da sua zona de conforto para enfrentar seja lá quem for e descobrir o que o site tem relação com ela.
Ficou intrigado? Não se preocupe, o link para compra do livro está disponível logo aqui embaixo. E antes que a resenha termine, deixo a clássica pergunta: Esse é um livro para recordar?

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