Em casa para o Natal

Para o TBT dessa época tão especial do ano, trouxe a resenha de uma autora que não conhecia: Cally Taylor.

“Em casa para o Natal” é o segundo livro da autora que foi traduzido no Brasil e seus capítulos são divididos entre as narrações dos protagonistas Beth e Matt. Eu adoro essas divisões pois podemos ter o ponto de vista da mesma situação, de diferentes personagens.

Beth é uma jovem de 24 anos que mora com a melhor amiga, Lizzie. Trabalha há 6 anos no Picturebox e, apesar de ser um cinema antigo, é o lugar que mais ama no mundo.

Apaixonada por filmes de romance, a garota sonha em viver seu felizes para sempre ao lado do namorado Aiden. Mas, após dez meses de namoro, o rapaz ainda não disse aquelas três palavrinhas mágicas a ela.

Apesar de já ter tido outros relacionamentos, Beth nunca ouviu um “eu te amo” de nenhum namorado. Mas está decidida a declarar o seu amor a Aiden, pois tem a certeza de que o amado retribui o sentimento, basta ela escolher o momento prefeito e a melhor maneira de dizer que o ama.

É durante um de seus ensaios de dizer o “eu te amo” perfeito que Beth conhece Matt. O homem a flagra se declarando para um cartaz do George Clooney no meio do expediente!

Mas a vergonha que deveria sentir, logo é substituída pela incredulidade quando Matt explica que está ali pois a empresa para qual trabalha, Apollo, está prestes a comprar o Picturebox para transformá-lo em mais um dos cinemas de sua rede.

Como se tudo não fosse muito maluco, o rapaz de repente se assusta com algo e sai correndo do cinema pelas portas do fundo, fugindo sabe-se lá do que. Ou melhor, de quem.

Matt está desesperado tentando escapar da ex-namorada Alice, que parece não ter aceitado bem o término e está disposta a segui-lo aonde for para conseguir uma segunda chance.

Matthew, ou Matt, foi abandonado pela mãe quando criança e pouco tempo depois pelo pai, crescendo assim com os avós. Após a perda da avó, sua única família é o avô, Jack. Apesar das inúmeras namoradas, nunca conseguiu se imaginar criando uma vida com nenhuma delas, pois sempre foge na primeira dificuldade.

Foto por Lisa Fotios em Pexels.com

Enquanto Matt tenta escapar das garras da ex, Beth está pronta para se declarar para o namorado. O que ela não esperava, era que ele fosse lhe dar um pé na bunda – na mesma noite em que pretendia se declarar!

Frustrada, triste, com raiva e com medo de ficar desempregada, Beth está determinada a se fechar para os homens e se concentrar em conseguir uma vaga nesse novo cinema. A Apollo vai manter apenas um dos funcionários antigos da Picturebox caso um deles preencha os requisitos para se tornar gerente.

Assim, Beth decide agarrar essa chance com unhas e dentes e recorre a mulher mais bem sucedida – e apavorante – que conhece: Edwina (vulgo, sua mãe).

Tentando convencer a filha a se mudar para a Australia, mãe e filha fazem um combinado: caso Beth não consiga o emprego, vai embora de Londres com a mãe.

Beth tem até o dia 24 de dezembro para conseguir o emprego, caso contrário…

Digamos que o treinamento e a entrevista para o cargo de gerente não saíram como ela esperava – rasgar a calça durante uma descida de rapel e mandar o futuro chefe enfiar o emprego naquele lugar são só alguns dos exemplos do porquê de suas chances talvez não serem as melhores.

Mesmo assim, apesar de toda confusão, após uma bebedeira, Beth e Matt compartilham um momento juntos. Na cama.

Se envolver com o futuro chefe é uma boa escolha? Ou será que o envolvimento não passa de uma estratégia para conseguir o que Beth quer? Ao notar os sentimentos que a garota desperta nele, Matt vai fugir como sempre? Ou Beth vai enfim ouvir as três palavras que sempre sonhou? A garota terá que se mudar para a Australia? Ou conseguirá manter o emprego dos sonhos e ficar em casa para o Natal?

Apesar da escrita ser super fluída, a história é mais uma daquelas que se resolveria na página 100 se o casal conversasse ao invés de tirarem conclusões precipitadas. Mesmo assim, o livro me arrancou boas risadas!

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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