Na última semana do ano eu queria trazer uma resenha com todos os elementos de uma boa história de Natal: comédia romântica, neve, personagens carismáticos e o valor de uma grande amizade. “Oito horas perfeitas” preenche todos os requisitos, com uma única exceção: a história se passa em março.
Assim que eu vi a capa, enquanto procurava por um livro pra resenha de hoje, não tive dúvidas de que o Natal era o pano de fundo da história. Apesar disso, decidi falar sobre ele hoje porque, como eu disse, poderia muito bem se passar em dezembro.
O livro é narrado pela protagonista Noelle, e começa logo após ela sair de um reencontro com os antigos colegas do colegial. Quinze anos trás, todos enterraram cartas e pertences em uma cápsula do tempo, e voltaram para buscar na noite em que a trama começa.
Apesar de estar com muita expectativa para voltar a antiga escola, Noelle tem uma péssima noite. Reencontra Ed (que foi seu namorado por 12 anos) e o rapaz nem se quer olha pra ela. Após desenterrar os pertences, não acha a câmera que a melhor amiga, Daisy, tinha colocado na cápsula. Pra melhorar tudo, uma nevasca inesperada faz com que a garota fique presa no trânsito. Sem bateria. Chorando após ler a carta que Daisy tinha escrito pra ela, sobre tudo o que achava que Noelle teria realizado aos 30 anos.
Aos 17 anos, Daisy morreu em um acidente de carro. Além da saudade da melhor amiga, Elle sempre se culpou pois era para ela ter estado no carro aquele dia, mas desistiu de última hora. A mulher passou os últimos quinze anos pensando que, se talvez ela tivesse entrado no carro, sua amiga ainda estaria aqui. Ou, quem sabe, ela tivesse morrido junto.
Além disso, Noelle sente que todo mundo ao seu redor está vivendo, menos ela. Seu relacionamento com Ed terminou pois o rapaz, formado em medicina, recebeu uma proposta para morar nos Estados Unidos e, como a mãe de Nellie não pode ficar sozinha, a garota não foi junto.
Após a morte de Daisy, Noelly entrou em uma séria depressão, e sua mãe estava lá para cuidar dela. Ed dava apoio para a namorada na época, mas sem nunca abrir mão das festas de faculdade. Pouco depois da garota se sentir melhor, a mãe teve um derrame e nunca mais foi a mesma.
Sentindo-se em dívida com a mãe – e também um pouco culpada pois acha que a preocupação que causou a ela no passado foi a causa do derrame – Noelle tem 32 anos, mora com a mãe e faz faxina para sustentar a casa em que vivem.
Esse é mais um dos problemas que a fazem se derramar em lágrimas no meio do trânsito. A preocupação de não chegar logo em casa para ficar com a sua mãe e nem sequer ter bateria para avisar que se atrasará.

Noelle toma um susto quando um homem – um lindo homem – bate em sua janela e lhe oferece ajuda. No começo ela nega, mas depois, vendo que não sairão dali tão cedo, entra no carro do rapaz dizendo a si mesma que saíra de lá assim que o celular estiver com carga o suficiente para ligar para casa.
O simpático homem se chama Sam, é americano e mora no Oregon, a exata cidade na qual, se tivesse ido embora com Ed, teria morado. O que era para ser apenas alguns minutos constrangedores, se tornam oito horas perfeitas. A garota não sabe explicar o motivo, mas algo dentro dela se ilumina toda vez que olha para Sam. É claro que ela sabe que aquela noite não vai dar em nada pois o rapaz está a caminho do aeroporto, voltando para seu país.
Semanas se passam desde aquela caótica noite de nevasca e, apesar de nunca mais ter visto Sam, Noelle não consegue esquece-lo.
Qual não é sua surpresa quando, na noite em que sua mãe se machuca e precisa ir para o hospital, ela o reencontra. Sam parece tão surpreso quanto ela ao encontrá-la na recepção e, apesar de não acreditar muito nessas coisas, Elle tem certeza que esses dois encontros não foram por acaso.
Para deixá-la ainda mais confusa, Ed parece ter voltado de vez para casa e, pelo visto, está disposto a reconquista-la. Cada minuto que passa com o médico parece que nenhum dia se passou desde que terminaram. É incrível como conseguem reestabelecer antigos hábitos e conversas de quando estavam juntos. Mesmo assim, Noelle não consegue esquecer os momentos que passou com Sam.
Tudo com relação a Sam é novo e desconhecido, e essas são duas coisas que a garota morre de medo. Já com Ed tudo é fácil e conhecido, é como vestir aquele antigo casaco e ver que ainda serve perfeitamente.
Será que seu destino é com Ed e a vida está lhe dando uma segunda chance? Mas, se esse for o caso, por que não para de esbarrar em Sam em diferentes lugares? Existe mesmo aquele fio vermelho ligando duas almas destinadas a ficarem juntas que, mesmo emaranhado, nunca se desfaz? Se ele existir, seu fio a liga a Sam ou a Ed? Será que um dia Noelle conseguirá conquistar tudo o que sonhou, ou estará destinada a morar com a mãe e cuidar dela para sempre?
Com uma linda história sobre destino, amor e amizade, a autora nos emociona e nos diverte com personagens engraçados e cenas sensíveis. Apesar de não se passar no Natal, o livro com certeza me trouxe o espírito natalino.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

Amei essa resenha. Me deu bastante vontade de ler o livro. Até salvei aqui.. obrigada!
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Ahhh muito obrigada!! Depois volta aqui e conta pra gente o que achou 🥰
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