Família de mentirosos

A continuação da duologia “Mentirosos” se passa 27 anos antes dos acontecimentos narrados no primeiro livro. O foco agora são as irmãs Sinclair. Narrado pela primogênita, Carrie, descobrimos sobre a relação entre ela e as irmãs Penny, Bess e Rosemary.

Se você não leu o primeiro volume, cuidado pois a resenha contém spoilers!

Harris e Tipper Sinclair são pais de quatro meninas lindas, bem educadas, estudiosas, ricas e fortes. Acostumadas a não demonstrarem fraqueza em público, a força das irmãs é posta à prova quando a caçula morre afogada, aos dez anos, na ilha da família.

Como vimos em “Mentirosos” é tradição os Sinclair passarem os verões em sua ilha particular, Beechwood. Apesar de Harris ter um irmão mais novo, Dean, e da propriedade pertencer aos dois, ambos sabem que quem manda em tudo é o mais velho.

Após a morte do filho mais velho e dos sobrinhos, Carrie tenta fazer o que sempre lhe foi ensinado: seguir em frente. Desde que perdeu Johnny, seu fantasma costuma visitá-la e, em uma das visitas, pede que a mãe lhe conte a maior loucura que ela já fez quando tinha sua idade. É por isso que Carrie volta 27 anos e conta, pela primeira vez sem mentiras, a maior – e pior – loucura que já cometeu.

No verão de seus dezesseis anos, Carrie perdeu sua irmãzinha. Como toda sua família, ela deveria seguir com sua vida, sem deixar que as lembranças da caçula tomassem conta de sua vida. Mas a garota não consegue deixar de pensar em Rosemary e começa a se questionar que tipo de família são os Sinclair para simplesmente fingirem que nada aconteceu.

Entre seus dezesseis e seus dezessete anos, Carrie passa por uma cirurgia para mudar o formato do rosto. Seu pai, que nunca admitiu falhas, não quer ter uma filha com uma aparência que não julgue perfeita. Depois da cirurgia, a menina passa a tomar remédios para dor, tornando-se dependente deles mesmo após as dores terminarem.

Foto por Josh Sorenson em Pexels.com

É verão novamente e a família está de volta a Beechwood. Faz um ano que Rosemary morreu, mas todos agem como se nada tivesse mudado. Assim como Johnny começou a aparecer para ela depois que morreu, o mesmo aconteceu anos antes, com Rosemary, que começou a visitar a irmã preferida em busca de companhia e ajuda.

Nesse mesmo verão, seu tio Dean aparece na ilha com os filhos, Yardley e Thomas. A mais velha é a melhor amiga de Carrie, e a garota estava ansiosa para ver a prima. O que não esperava era que a garota trouxesse o novo namorado, George, e mais dois amigos do rapaz, Major e Lawrence Pfefferman – mais conhecido como Pfeff.

Mesmo sendo a mais velha das três irmãs, Carrie nunca havia beijado ninguém, mas sempre teve vontade de descobrir como é ser desejada, como acontece com sua irmã Penny, que sempre teve vários meninos a seus pés. É por isso que, quando Pfeff a beija numa noite ao luar, Carrie tem certeza de que está apaixonada pela primeira vez.

Mas o garoto não parece ter as mesmas expectativas que ela e demonstra, das piores maneiras possíveis, que não está interessado em compromisso.

Ao mesmo tempo em que tenta entender tudo o que se passa em seu coração com essa nova paixão, Carrie quer ajudar a irmãzinha a resolver o que for que seja para que ela possa descansar em paz. Também começa a se questionar sobre sua relação com as outras irmãs que, apesar de sempre a procurarem quando precisam de ajuda, não parecem se importar com os sentimentos da mais velha. Como se não fosse o bastante, a primogênita dos Sinclair descobre segredos sobre o passado que preferia não ter descoberto.

O que impede que Rosemary descanse em paz? A morte da garotinha era um aviso a Carrie de que os fantasmas estariam sempre a sua espera? Esquecer e seguir em frente é mesmo a melhor maneira para enfrentar um desafio? Quais segredos a família Sinclair esconde do resto do mundo? E deles mesmos?

Essas e muitas outras perguntas vão te fazer devorar “Família de mentirosos” e se perguntar se eles estão sendo mesmo sinceros. Afinal, eles sempre foram mentirosos.

Apesar de ter gostado mais do plot do primeiro livro, me surpreendi em como o livro me prendeu. Mas agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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