Um dos livros mais falados de 2023 finalmente chegou por aqui. “Melhor do que nos filmes” tem todos os elementos de uma comédia romântica: drama, romance, cenas clássicas, baile de formatura e primeiro amor.
Peço desculpas desde já aos fãs do livro que com certeza vão me criticar ao final da resenha…
A obra é narrada por Liz, uma menina com gosto excêntrico para roupas que sonha em viver o romance das comédias românticas que tanto ama. Libby perdeu a mãe quando era mais nova e nunca superou essa perda. Apesar do pai ter casado de novo com uma mulher incrível, a garota sempre sentiu falta da mãe e por isso, faça chuva ou faça sol, visita seu túmulo para contar sobre seu dia e seus pensamentos.
Foi através da mãe, que era roteirista de comédias românticas, que Liz se apaixonou por esse gênero de filmes e sonha em viver sua própria história de amor.
É por isso que, em seu último ano no ensino médio, com o baile de formatura chegando, nossa protagonista acha que seu final feliz vai acontecer, já que seu primeiro amor, Michael, voltou para a escola depois de dez anos morando fora.
Michael é tudo que a menina sempre sonhou. Amigos de infância, o rapaz sempre foi atencioso, carinhoso, engraçado e lindo. Diferente do vizinho irritante de Liz, que cresceu implicando com a menina e agora, mesmo mais velho, parece capaz de tudo para tirá-la do sério na briga eterna que tem pela vaga na frente da casa deles.
Apesar disso, Liz vê em Wes a única maneira de se reaproximar de Michael e mostrar para o rapaz que não é mais a menininha ingênua e boba da qual ele se lembra. É assim que, engolindo todo o orgulho que tem, que Liz pede a ajuda de Wes para conquistar Michael.

É claro que ela sabe que o vizinho não aceitaria o pedido sem ganhar nada em troca, então abre mão da tão querida vaga pela sua ajuda. O que Libby não esperava era ver tanto empenho de Wes em ajudá-la. O garoto acha que a única forma de Michael reparar nela é se ele mostrar interesse por ela também, elencando para o amigo todas as qualidades da amiga.
Mas parece que o universo não pensa como a menina e dá um jeito de sempre atrapalhar os momentos que Liz e Michael compartilham – digamos que boladas na cara e vômitos em vestidos são só algumas das formas do destino interferir em suas interações.
Ao mesmo tempo que tenta conquistar seu grande amor, Liz tem que lidar com a pressão de sua melhor amiga em aproveitar ao máximo seu último ano, mesmo que isso seja um lembrete constante da falta que sua mãe faz e com o medo de ir para a faculdade e não conseguir visitar seu túmulo todos os dias, afastando assim as memórias que ela sempre fez questão de manter.
Quanto mais tempo passa tentando conquistar Michael, mais Liz vai percebendo que, assim como ela, Wes não é o mesmo menino irritante de quando era mais novo. Além de ter ficado lindo com o tempo, o garoto é engraçado, atencioso e parece conhece-la como a palma de sua mão.
Será que Liz vai conseguir conquistar o menino dos seus sonhos? Ou o amor sempre esteve na casa ao lado? Para mantermos uma pessoa viva na nossa memória é preciso proximidade? Ou apenas o sentimento basta? Um romance que começa com uma mentira, pode dar certo? É possível amarmos duas pessoas ao mesmo tempo? O romance na vida real é melhor do que nos filmes?
Apesar de todos os inúmeros elogios que vi sobre o livro, EU particularmente não gostei tanto assim. Achei a história extremamente clichê, e acho que era essa a ideia mesmo, mas para eu gostar de um romance preciso me apaixonar pelo protagonista e é muito difícil, no auge dos meus 27 anos, me apaixonar por um menino de 17!!!
Confesso que não entendi toda a empolgação com a história. Achei que seria um romance revolucionário, mas, sinceramente, é um livro que não me causou nada demais.
Mesmo assim fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
