Depois de anos amando ler romances melodramáticos, paixões arrebatadoras à primeira vista e grandes gestos de amor, estava muito frustrada por ter enjoado tanto dos romances. Foi o primeiro gênero literário pelo qual me apaixonei e nos últimos anos não conseguia ler algum sem revirar os olhos diante de tanto drama. Ainda bem que conheci os new adults e os autores que escrevem histórias de amores reais, sem mentiras, mal entendidos ou enganações, e com cenas hot – muito – bem detalhadas!
“Aconteceu naquele verão” caiu como uma luva pra mim depois de ter lido “Melhor do que nos filmes”, que é um livro de romance teen que não fez nada meu estilo – desculpa aos fãs dessa obra, que eu sei que não sou poucos.
Enfim, vamos ao que interessa. No livro de hoje temos uma história cheia clichês que deram muito certo.
Piper é nossa protagonista. O pai da garota era pescador na pequena cidade de Westport e, após sua morte, quando a garota tinha 4 anos, sua mãe não conseguiu ficar na cidade, levando Piper e a irmã, Hannah, para Los Angeles. Lá, se casou com Daniel, um grande empresário no mundo do cinema.
Acostumada a ter tudo o que sempre quis, Piper é a típica mulher de 28 anos mimada, que não trabalha e vive por festas e status. Nunca teve um relacionamento duradouro e, após mais um pé na bunda, a jovem decide resolver as coisas do seu jeito: com uma grande festa na piscina de um hotel. Mas a situação saiu do controle pois a jovem invadiu o hotel e acabou sendo presa.
Cansado dos caprichos da enteada, Daniel toma a decisão de mandá-la passar três meses na pequena cidade em que nasceu. Lá, longe dos holofotes e com a renda reduzida, acredita que a garota pode aprender o valor das coisas.
Totalmente contrariada a socialite parte com a irmã, que jamais a deixaria sozinha, para sua terra natal. Logo na primeira noite Piper sabe que não vai aguentar nem três dias na cidade.

Ao chegarem ao antigo endereço do pai, encontram diversos homens dentro do estabelecimento e, apesar de fazerem um sucesso com os pescadores assim que entram no lugar, Piper percebe o quanto não se encaixa ali.
Quem se encarrega de dar as boas-vindas – se é que podemos chamar assim – as irmãs Bellinger é Brandan, o capitão de uma das grandes tripulações do lugar.
Brendan perdeu a esposa há sete anos, mas nunca tirou a aliança. Acostumado a uma vida sem grandes agitações e mudanças, não gosta nada da presença das irmãs na cidade. Elas claramente não pertencem àquele lugar e o jeito como a mais velha delas olha para ele, como se não temesse o capitão, o deixa inquieto. Apesar da inimizade logo de cara com Piper, Brandan não consegue evitar a garota e parece que, mesmo sem querer, acaba sempre magoando a nova moradora de Westport. Mas, à medida que tenta conhecê-la melhor e fazê-la mudar de opinião a seu respeito, também percebe que se enganou quanto as primeiras impressões que teve dela.
Será que Piper conseguirá ficar naquela cidade, longe de toda badalação de Los Angeles, por três meses? Ou implorara para o padrasto tira-la de lá? Caso fique, será por orgulho ou aprenderá algo valioso em sua estadia? O que as irmãs Bellinger podem causar em uma cidade pacata que é acostumada com seu cotidiano e suas tradições? E no capitão? Qual efeito Piper pode exercer sobre ele? Brandan seria capaz de mudar tanto ao ponto de se envolver em um romance, o primeiro desde que perdeu a mulher, mesmo sabendo que ele não tem futuro? Afinal, o que um pescador agarrado as suas manias pode oferecer a uma mulher como Piper Bellinger?
Se tem uma crítica que eu posso fazer sobre o livro é o tamanho dos capítulos. A maioria são muito longos. Apesar disso a escrita é fluída e, mesmo com mais de 400 páginas, a história não se arrastou. Muito pelo contrário, deu para acompanharmos todo o desenvolvimento do casal, nos divertimos com as confusões das irmãs tentando se ajustar na nova vida, e nos deliciarmos com as inúmeras cenas sensuais entre Brandan e Piper. Já quero ler todos os livros de Tessa Bailey pra ontem! Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
