O ritual da meia-noite

Lucy Foley nunca decepciona quando o assunto é surpreender o leitor. Em “O ritual da meia-noite” a autora tem cartas na manga até a última página.

Como em toda obra da autora, logo no inicio sabemos que um dos personagens morreu, mas só descobrimos quem no final. Também temos uma história com vários pontos de vista e uma trama que viaja entre presente e passado.

Francesca Meadows é uma mulher rica que está prestes a inaugurar um novo hotel, Solar, na pequena cidade de Tome. A empresária herdou a propriedade dos avós e, como sempre passou os verões na cidade, decidiu que era o lugar ideal para seu primeiro grande empreendimento.

Mas os moradores locais não concordam com ela e estão dispostos a tudo para fazer com que mude de ideia. Mesmo que pra isso tenham que fazer da noite de inauguração um inferno.

Francesca é casada com um renomado arquiteto, Owen Dacre. O casamento aconteceu muito rápido, mas Owen sabe que Fran é a mulher de sua vida, e por ela faria de tudo. Menos contar detalhes de seu passado. Afinal, a própria esposa sempre diz que o que passou passou. Porém, esse novo projeto pode ameaçar desenterrar fantasmas escondidos há muito tempo.

Uma das hóspedes do Solar é Bella. Aparentemente, a mulher é a única pessoa que está sem acompanhante. O que levanta a pergunta: solidão ou independência?

Nenhuma coisa e nem outra. Bella está ali com apenas um propósito: justiça pelo que aconteceu 15 anos atrás. Desde àquela fatídica noite de verão, Bella nunca mais foi a mesma e a culpa é toda de Francesca, ou Frankie como era chamada na época.

O último personagem que temos é o jovem Eddie, o barman do hotel. O rapaz mora na fazenda vizinha ao Solar. Apesar de esconder dos outros funcionários essa informação, afinal, com a disputa entre a família Meadows e os moradores de Tome, ele sabe que perderia o emprego.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Eddie tenta ser um bom filho e ajudar em casa, principalmente depois da perda do irmão mais velho, Jake. Perda essa que mudou sua família para sempre.

Como toda cidade pequena, Tome tem suas lendas e a mais antiga é a existência dos Pássaros. Segundo a lenda, eles protegem seus moradores de tudo o que não faz bem para a cidade.

Mesmo tendo crescido ouvindo essas histórias nos verões que passava na cidade, Francesca nunca acreditou na existência desses Pássaros e tem certeza de que o Solar será um grande sucesso.

O que ela não esperava era um incêndio no dia da grande festa no Solar. Um incêndio que destruiria tudo. E a descoberta de um corpo na beira do penhasco.

O que aconteceu 15 anos atrás que fez Bella retornar à Tome depois de tanto tempo? Será que Francesca é mesmo culpada? Ou é mais uma vítima de tudo o que aconteceu naquele verão? O que Owen esconde da mulher? E qual a sua ligação com a pequena cidade? Os Pássaros são reais? Ou apenas mais uma lenda urbana? Se forem, eles são os responsáveis pelo incêndio? E se não forem, quem causou a destruição do Solar?

Dos livros que já li da autora, esse foi o que eu menos gostei, demorei quase um mês pra ler o livro. Mas comecei a leitura em um processo de mudança de emprego que bagunçou a minha rotina e acredito que isso fez com que o livro demorasse para me pegar. Porém, do meio pro final, a leitura me pegou de vez e o que não li em um mês, li em cinco dias.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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