Depois da série de livros “Para Nova York, com amor”, Sarah Morgan está de volta por aqui com “Um verão em Paris”.
Temos como foco duas mulheres com personalidades bem diferentes que criam um laço improvável em um momento de grade mudança na vida de ambas.
Grace é uma mulher de quase 50 anos que vive nos Estados Unidos e gosta de ter o controle de tudo. Casada há anos com David, por quem é apaixonada, e mãe de Sophie, uma jovem prestes a sair de casa e embarcar no universo da faculdade.
Com a saída da filha de casa e o aniversário de casamento de 25 anos se aproximando, as listas de afazeres de Grace está mais cheia do que nunca, e a mulher mal pode esperar para dar o presente de casamento ao marido: uma viagem de um mês para Paris!
Grace teve uma infância difícil da qual não fala sobre e, depois da morte dos pais, Mimi – sua avó – é a única parente que restou. A senhora cresceu na França e sempre amou Paris, motivo pelo qual a neta é professora de francês.
Já em Londres temos a jovem Audrey. Aos 18 anos, a estudante mal vê a hora de sair de casa e começar sua vida de verdade.
Devido a ausência do pai e os problemas com a bebida da mãe, Audrey teve que começar a se cuidar – e cuidar da própria mãe – muito cedo.
Acostumada a inventar mentiras para justificar a falta da mãe em alguns momentos, a garota nunca teve coragem de contar seus problemas para ninguém. Afinal, quem gostaria de ser amiga, ou se envolver romanticamente, com uma pessoa que tem tantos problemas familiares e, além de tudo, é burra?
Audrey foi diagnosticada com dislexia e, ao invés de ter o apoio necessário em casa e na escola, só recebeu repreensão. Por isso está louca para abandonar a vida de estudante para sempre.
Tendo que conseguir dinheiro desde nova, Audie ama trabalhar no salão perto de sua casa. E é graças a esse emprego que está juntando dinheiro para ir para um novo país e recomeçar. Paris é o destino e, mesmo que não fale um “a” em francês, a possibilidade de continuar vivendo a vida que tem é terrível.
A única coisa que a menina precisa é que a mãe não estrague tudo com o noivo, Ron, para que a jovem possa partir em paz, sentindo que não abandonou a mãe.

É no dia do aniversário de casamento que Grace conta a novidade da viagem para David e o marido a surpreende com outra novidade: o pedido de divórcio. Pelo visto 25 anos não são nada para um homem que decidiu trair a esposa ao invés de tentar resolver os problemas que existiam na relação.
Com a saída de David de casa e a mudança de Sophie se aproximando, Grace está um caco. A filha insiste que a mãe deve viajar sozinha e aproveitar Paris. E Mimi pensa como a bisneta, afinal a última vez que Grace esteve em Paris, aos 18 anos, foi maravilhoso. Viveu momentos que nunca imaginou e um amor que, mesmo sem nunca ter contado à ninguém, guardou no fundo do coração.
Então, é no verão em Paris que a vida de Audrey e Grace se cruzam e, apesar de serem totalmente diferentes (em estilos, personalidades e realidades) ambas encontram uma conexão forte e descobrem que tem mais em comum do que pensaram a princípio.
Qual é o passado que Grace tenta esconder? David perceberá que abriu mão de sua família em nome de uma aventura? Ou ele está realmente apaixonado? Agora solteira, Grace vai tentar contato com seu antigo amor? Ou o marido sempre estará presente em seus pensamentos? Audrey conseguirá superar a barreira da língua e se adaptar em um novo país? Ou seus dias na cidade da luz estão contados? Quais mudanças na vida das duas mulheres vão acontecer por conta dessa amizade? O que as espera nesse verão em Paris?
Apesar de ser o tipo de livro que eu gosto, sem enrolações, mentiras e dramas desnecessários, achei a obra bem meia boca. Acostumada com os outros livros da autora, confesso que estava esperando ansiosa as cenas hot e tomei um banho de água fria.
“Ah Renata mas o livro não é sobre o romance entre um homem e uma mulher mas sim sobre amizade e bla bla bla”. Não interessa, sempre tem espaço para uma boa cena hot!
Além disso, fico revoltada com personagens que aceitam tudo muito fácil. Que usam os próprios defeitos para justificar o erro do outro. Grace estava certa e o David errado, fim de papo, acabou.
E Sarah Morgan… pra que capítulos tão longos? 40 páginas no primeiro capítulo é demais!
Apesar de tudo isso, é uma leitura fácil e despretensiosa, e as protagonistas são cativantes.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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