A última mentira que contei

Trouxe hoje uma obra de um autor que sempre me surpreende com suas tramas bem amarradas, escrita fluída e plot twists até a última página: Riley Sager! “A última mentira que contei” é a escolha da vez.

Emma Davis é uma pintora que, mesmo estando no início da carreira, é promissora. Suas obras fascinam com a beleza com que a artista retrata a natureza. O que ninguém sabe sobre suas pinturas, é o que Emma esconde por baixo de todas elas.

Três garotas – Vivian, Natalie e Allison – estão por baixo de toda arte que Em faz. Sempre começa pintando as três amigas, para depois enterra-las com a paisagem.

As figuras recorrentes que perseguem as obras de Emma não a deixam esquecer da tragédia que aconteceu quinze anos atrás, quando ela era apenas uma menina de 13 anos indo passar as férias de verão em um famoso acampamento para garotas.

O Acampamento Nightingale era famoso por toda Nova York. Gerações de famílias ricas deixavam suas filhas passarem os verões no lugar, que sempre proporcionou férias inesquecíveis. Até que foi fechado após o desaparecimento de três garotas.

Era o primeiro ano de Emma no acampamento e, mesmo sendo mais nova, acabou ficando na cabana com Vivian, Natalie e Allison. Mesmo com a diferença de idade – as meninas tinham 16 anos – a jovem foi acolhida pelo grupo. Na verdade, pela líder dele, Vivian.

A típica abelha rainha. A garota que todas odeiam mas fazem de tudo para serem como ela. Que todos os homens, mais velhos ou mais novos, desejam.

Emma não sabe o que fez para cair nas graças de alguém como Viv, mas, assim como todos ao seu redor, está disposta a tudo para agradar a garota.

Vivian trata Em como uma irmã mais nova. Dando conselhos, apoiando e compartilhando segredos. Mas, ao mesmo tempo, está sempre provocando a mais nova, deixando-a de lado as vezes e mentindo para ela.

Foi em uma das noites em que foi deixada de lado pelo grupo de amigas que as três desapareceram. Emma as viu saindo da cabana durante a noite mas, ao questionar aonde estavam indo, Vivian apenas disse que ela era muito nova para tudo aquilo.

Essa foi a última vez que a pintora viu as três jovens.

Foto por Kaique Rocha em Pexels.com

Quinze anos depois, essa visão ainda a assombra e cobra seu preço todos os dias.

O acampamento fechou depois que as meninas nunca foram encontradas e o assunto foi esquecido. Até agora.

Franny, a dona do acampamento, procurou Emma depois de todos esses anos com uma proposta: quer reabrir o Acampamento Nightingale e quer que a artista seja uma das supervisoras do local, dando aula de pintura para as garotas durante o verão.

Emma não sabe o que pensar do convite. Primeiro por que não entende a vontade de reabrir o local depois de tantos anos. Segundo pela culpa que pesa sua consciência todos os dias. Culpa por ter acusado o filho mais velho de Franny de ser o culpado pelo que aconteceu com as meninas. Culpa pelo modo que agiu com as amigas naquela última noite. Culpa pelas mentiras que contou e pelos segredos que guardou.

Mesmo assim, Emma acha que a única forma de seguir em frente e deixar o passado para trás é voltar para o lugar onde tudo começou e encontrar as respostas para todas as perguntas que rondam sua mente por quinze anos.

Mas, quando chega ao acampamento, velhos fantasmas voltam para atormenta-la – e não estou falando apenas das meninas. Quanto mais tenta descobrir o que aconteceu naquela noite, mais memórias que Emma lutou tanto para enterrar voltam à tona, fazendo-a se questionar se voltar ao passado realmente foi uma boa ideia.

O que aconteceu com as meninas na noite em que desapareceram? Elas fugiram? Ou foram sequestradas? Se sim, por quem? Quais são as intenções de Franny ao fazer o convite a jovem pintora? Reconciliação? Ou vingança? Quais segredos Em vai encontrar no Acampamento? Quais perigos a esperam do lado de fora da cabana? Será que a artista é tão inocente quanto se mostra, ou também tem culpa pelo que aconteceu as amigas? Qual foi a última mentira que ela contou?

Duas verdades e uma mentira. Uma: eu devorei o livro em poucos dias. Duas: já li livros melhores do autor. Três: o plot final não me surpreendeu. E ai, conseguem adivinhar?

Eu só posso dizer que Riley mais uma vez conseguiu me envolver na sua história e me deixar obcecada em saber o que aconteceu na noite em que as meninas desapareceram.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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