A resenha de hoje tem todos os elementos para os amantes de romance: friends to lovers, segredos, segundas chances e muito romance na beira do lago em lindos dias de verão.
Persephone tinha 13 anos quando sua vida cruzou pela primeira vez com a da família Florek, mais precisamente com o caçula, Sam.
Após um ano difícil na escola depois de brigar com as melhores amigas, os pais de Percy decidem comprar um chalé na beira do lago em uma cidade no interior do Canada para passarem os verões. É assim que a jovem se torna vizinha de Sam, Charlie (o irmão mais velho) e Sue (a mãe super nova dos garotos).
Charlie tem quinze anos e, como todo garoto nessa idade, gosta de aproveitar os momentos sozinhos em casa para reunir os amigos. Como a mãe dele é dona de um restaurante, isso acontece com frequência. Mas, apesar da ausência da mãe, o menino ainda tem o irmão mais novo por perto. É por isso que, quando Percy chega ao chalé, ele acha uma excelente ideia apresentar o irmão a nova vizinha, já que tem a mesma idade.
Desde aquele dia, Sam e Percy se tornaram inseparáveis, ansiando pelo próximo verão para poderem passar um tempo juntos.
É claro que a cada vez que se encontram, Percy nota as diferenças em Sam –além das próprias, pois seu corpo também reage as mudanças que vê no melhor amigo. A menina se assusta quando percebe que pode estar interessada no rapaz, e fica mais assustada ainda quando se sente decepcionada por achar que os sentimentos não são recíprocos.
Mas é claro que são, Sam só tem medo de estragar a melhor coisa em sua vida caso a relação dos dois não dê certo.
É em meio a passeios na cidade, sorvetes no fim do dia, manhãs no lago e longas conversas no porão que nosso casal vai se apaixonando e descobrindo as maravilhas de uma grande amizade.
Até que, aos 18 anos, tudo muda e os dois nunca mais se falam.
Doze anos depois da última vez que viu e falou com Sam, Percy está de volta ao velho chalé, dessa vez com tudo diferente.
A casa ao lado dos Florek não é mais de sua família, Sam não é mais seu melhor amigo, e Sue se foi.

Mas, apesar de todo o tempo longe, Percy jamais deixaria de se despedir daquela que foi como uma mãe para ela na adolescência.
Sua vida está totalmente diferente e ela não sabe o que esperar ao chegar na velha cidadezinha. Não sabe como Sam vai reagir ao encontrá-la – não sabe nem se ele tem conhecimento da chegada dela, já que quem ligou pedindo que ela fosse até lá foi Charlie.
Principalmente, Percy tem medo de encarar Sam e relembrar todos os momentos que passaram juntos, que ela luta tanto para esquecer. Em especial um, que mudou tudo entre eles. Que ele nem ao menos sabe que aconteceu. O maior segredo – e vergonha – que a mulher esconde.
Qual será a reação de Sam ao encontrar Percy? O quanto as expectativas que depositam em nós nos moldam? E as que nós mesmos depositamos? Sucesso é significado de felicidade? O que Persephone esconde de Sam por todos esses anos? O que aconteceu depois daquele verão? E o que acontecerá depois desse?
Apesar de eu ser contra qualquer enrolação, e o grande segredo só ser revelado mais pro final do livro, não me incomodou em nada. Na verdade eu tinha quase certeza de qual seria o plot mas mesmo assim não fiquei decepcionada.
Os capítulos são bem curtos e a história se intercala entre presente e passado, deixando a leitura extremamente dinâmica.
Eu simplesmente me apaixonei por todos os personagens pois eles são reais. Não existe um certo e um errado. Todas as atitudes são consequências de ações que fizeram e eles apenas devem arcar com elas.
Um livro leve e divertido, com cenas sensuais, diálogos hilários, personagens apaixonantes e momentos emocionantes. Eu com certeza me recordarei desse livro!
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
