Colleen Hoover é figurinha carimbada por aqui mas dessa vez não tecerei tantos elogios quanto normalmente faço em relação as obras da autora…
O texto de hoje é sobre “Métrica”, primeiro volume da série “Slammed” e o romance de estreia da CoHo.
Layken acaba de sair do Texas rumo ao Michigan com o irmão mais novo Kel e a mãe Julia, logo após a morte de seu pai.
A morte do patriarca da família pegou todos de surpresa. Um infarto e de repente a família se viu em problemas financeiros que acarretaram na mudança. Como se não bastasse a perda do pai, a jovem de 18 anos recém completados tem de lidar com o último ano em uma escola nova, num lugar totalmente diferente.
Assim que param em frente à casa nova, Kel faz amizade com o vizinho, Caulder, e os dois se tornam melhores amigos instantaneamente. Assim como Kel, seu novo amigo também tem um irmão mais velho, Will, que logo se apresenta a nova vizinha.
A química entre os irmãos mais velhos é evidente logo no primeiro olhar e, após poucas conversas os dois partem para o primeiro encontro.
Lake já se envolveu com outros caras antes, mas a forma como Will a faz se sentir é totalmente diferente.
O rapaz a leva para uma boate na qual ocorre, nas noites de quinta-feira, uma batalha de Slam, que nada mais é do que uma batalha de poesia.
Lake imediatamente se apaixona pelo Slam, ainda mais após ouvir o poema que Will escreveu, contando sobre a morte de seus pais e como sua vida mudou após se ver como responsável pelo seu irmãozinho.
Depois do encontro, a garota sente que pode amar o Michigan e, principalmente, seus habitantes.

É claro que tudo estava bom demais para ser verdade e, logo no primeiro dia de aula, a jovem tem sua primeira decepção: Will é seu professor!
O docente também fica em choque ao constatar que estava se envolvendo com uma aluna. Como não pode arriscar perder o emprego por conta das responsabilidades que tem com Caulder, Will termina tudo com Lake. Apesar de querer muito continuar o que estava começando com o vizinho, a garota entende suas razões. Infelizmente, seu coração não pensa da mesma forma, e se recusa a esquece-lo.
Há uma chance para o romance de Lake e Will ou a vida sempre entrará no caminho? Existe um meio termo entre razão e emoção? Nossas responsabilidades sempre devem estar à frente dos nossos desejos e vontades? Quando perdemos quem amamos, conseguimos enfatizar a vida, ou a morte sempre será a protagonista?
Apesar da premissa ser muito boa, a obra é bem decepcionante. Eu cresci assistindo “Pretty Little Liars” e a história do professor que se envolve com a aluna foi a primeira pela qual me apaixonei – não me cancelem, comecei a assistir PLL quando eu tinha 12/13 anos e o romance impossível era tudo para uma jovem romântica!
Mas a história anda em círculos. Ao invés da autora nos deixar torcendo pelo momento em que o casal vai fraquejar e se envolver, ela faz diversas cenas nas quais eles se beijam, Will se arrepende e Lake jura nunca mais falar com ele, para no capítulo seguinte estar correndo atrás dele novamente.
Além disso o “plot” não me surpreendeu, afinal sou viciada no Nicholas Sparks!
O final foi bonito, mas não deu pra se emocionar. Os protagonistas são chatos e não dá vontade de torcer por eles. Foi o pior livro da CoHo que eu li. Mas, como foi o primeiro, acho que está tudo bem, porque mostra que ela melhorou muito – eu sei que muitos odeiam a autora, mas eu amo suas obras.
Apesar disso quero ler o restante da trilogia pois o livro terminou “bem”, sem muita abertura para uma sequência.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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