A resenha de hoje é sobre um livro que me tirou de uma das piores ressacas literárias que já tive.
Tinha trocado de emprego e meus horários tinham mudado muito, fazendo com que tivesse pouco tempo para ler. Então estava demorando muito para terminar uma leitura e nenhum livro parecia me agradar. Até que comecei “A última coisa que ele me falou” e tudo “voltou ao normal”.
Na trama acompanhamos a vida de Hannah, uma marceneira de 40 anos que acabou de se casar com o homem de seus sonhos.
Hannah não tinha grandes sonhos com casamentos, talvez por ter sido abandonada bem nova pelos pais, e criada pelo avô, que amava de todo coração. Foi com ele que a mulher aprendeu tudo sobre o ofício da marcenaria.
Também nunca teve planos de ter um filho, mas, com o recente casamento com Owen, ganhou também uma enteada de 16 anos, – a fase mais difícil da adolescência – Bailey.
Bailey perdeu a mãe muito cedo e sempre foram apenas ela e o pai. Não é que ela não goste de Hannah, apenas não gosta da situação de ter uma terceira pessoa em uma relação que sempre funcionou muito bem à dois.
A madrasta de Bailey tem se esforçado ao longo dos últimos dois anos em que se relaciona com Owen para conquistar a enteada, mas sem muito sucesso. É por isso que, quando uma garotinha bate à sua porta com um bilhete de seu marido dizendo apenas “proteja ela”, Hannah sabe que tem uma grande missão em mãos.
A marceneira não entende o que o marido quis dizer no bilhete e tenta em vão entrar em contato com ele, que não atende suas ligações.
Até que descobre que a empresa para a qual Owen trabalha estava sob investigação de fraude. Uma grande investigação, envolvendo o FBI, que prendeu o dono – e amigo da família – e, mesmo Owen ainda não ter tido seu nome divulgado na imprensa, está em apuros por ter fugido durante os interrogatórios.

Hannah está desesperada com a situação, mas sabe que deve manter a calma pois Bailey precisa dela.
Quanto mais tenta entender do que o marido quer que a marceneira proteja sua filha, mais percebe que talvez não saiba nada da vida do homem que escolheu para passar o resto da vida junto.
É no meio de algumas descobertas que enteada e madrasta partem para Austin, no Texas, em busca de respostas sobre o passado do homem que mais amam no mundo, e que aparentemente as abandonou no pior momento possível.
Owen é culpado por alguma coisa na empresa? Ou será que tem culpa por algo do passado? Quais segredos esse homem que parecia tão bom pode esconder? Bailey conseguirá confiar na madrasta e deixar ajudá-la? Ou a relação das duas terminará de vez com o desaparecimento do pai da jovem? Afinal, onde ele se escondeu? O que acontece quando você descobre que tudo o que sabia sobre uma pessoa não passa de uma mentira?
Apesar do livro ter me tirado de uma ressaca literária, confesso que foi difícil terminá-lo.
Os capítulos são curtos, a escrita é dinâmica e a autora consegue te envolver muito na história com todo o mistério sobre o passado de Owen. Eu criei várias teorias e nenhuma estava certa – apesar de ter chegado perto. Mesmo assim, depois que o maior segredo é revelado, parece que a história da uma estagnada e perde um pouco a graça.
Ainda assim, valeu a leitura só por ter me curado da ressaca!
Assisti a adaptação do livro feita pela Apple TV e é muito fiel ao livro, tanto nos pontos positivos quanto nos negativos.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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