O terceiro livro da série “A empregada” foi o melhor pra mim até agora. Apesar de desconfiar desde o começo de algumas coisas, os diversos plots ao longo da trama me pegaram de surpresa e fizeram com que eu devorasse o livro.
Anos se passaram desde a última aventura da nossa empregada favorita, Millie. Agora ela é uma mulher casada e mãe de dois filhos, Ada e Nico. Millie e o marido, Enzo, estão prestes a dar um passo muito importante para a família: a primeira casa própria.
O casal sabe que vai ficar apertado durante uns anos, mas finalmente terão uma casa para chamar de lar. E seus filhos terão quartos separados, o que é ótimo porque nenhuma menina de 11 anos quer dividir seu quarto com o irmão caçula de 9.
Apesar de estar apreensiva sobre todas as contas da nova casa e como seus filhos se adaptarão à nova escola, Millie nunca esteve tão feliz. Está ansiosa para realizar tudo o que sempre sonhou em sua casa nova. As refeições à mesa com toda família, os filmes que assistirão no sofá e as lindas noites que compartilhará com o marido na nova suíte do casal.
Mesmo não sendo a mais sociável do casal, a antiga empregada sabe que é bom se dar bem com os novos vizinhos. Mas acredita que não será difícil, afinal só tem mais duas casas na sua rua. Sua opinião muda ao conhecer sua vizinha do lado: Suzette. Logo de cara a vizinha não tenta esconder o quanto ficou interessada em Enzo – mesmo ambos sendo casados – e faz questão de soltar pequenas ofensas a Millie disfarçados de elogios.
Além dela, nossa empregada não consegue ficar à vontade com o fato de sua vizinha de frente, Janice, estar sempre espiando sua casa pela janela. A mulher parece saber tudo o que acontece na rua, pois tem uma vista privilegiada de suas janelas.
Como se não bastasse as vizinhas, Millie tem que lidar com Martha, a empregada de Suzette, que parece ter algo contra a nova moradora da rua, pois não para de encará-la.

Enquanto tenta lidar com a nova rotina, a ex-empregada ainda tem que lidar com o fato de que seu marido parece estar escondendo algo dela. Enzo está cada vez mais misterioso, dando passeios noturnos, telefonemas escondidos e ficando mais íntimo de Suzette, apesar de jurar que jamais trairia a esposa, principalmente por saber de seu passado.
Quanto mais tenta descobrir os segredos do marido, mais Millie descobre que sabe pouco sobre o passado do amado.
O que será que Janice tanto vê de sua janela? Quais segredos Enzo esconde de seu passado? E por que está mentindo tanto para a esposa? Será que está mesmo tendo um caso com a nova vizinha? Ou Suzette é apenas uma peça importante nos planos do jardineiro? Millie conseguirá se adaptar à nova vida sem que ninguém perca a sua ao seu redor? O que Martha tem contra Millie? Todos esses personagens conseguirão manter seus segredos a salvo ou a empregada sempre estará de olho?
Com um livro que nos faz tampar o final da página pra não espiarmos o que vai acontecer a seguir e ganchos de tirar o fôlego ao final de cada capítulo, Freida McFadden mostra mais uma vez por que é uma das autoras mais comentada nos últimos tempos.
Confesso que fiquei com muita raiva de Millie durante a leitura. Me dá nervoso quando personagens aceitam tudo fácil demais para evitar conflitos, ainda mais quando eles tem razão. Se fosse eu já tinha gritado com todo mundo. Mesmo assim, a leitura valeu cada minuto.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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