Não é Amor

Fala, leitores!

Rue Siebert tem uma vida controlada nos mínimos detalhes. Engenheira de biotecnologia em uma startup que respira inovação, Kline. Ela sempre manteve suas emoções bem guardadas, como se não houvesse espaço para fragilidades no mundo que construiu. Mas toda essa estabilidade começa a ruir quando Eli — um homem ambicioso, magnético e completamente fora da sua zona de conforto — entra em cena. E não apenas entra: ele lidera a aquisição hostil da empresa onde Rue trabalha, tornando-se, ao mesmo tempo, sua maior ameaça e sua mais intensa tentação.

A relação entre eles nasce nesse embate. Rue tenta resistir, porque sabe que se deixar levar pode perder não só sua carreira, mas o controle que sempre teve sobre si mesma. Só que Eli é aquele tipo de personagem que parece enxergar além da armadura. Ele provoca, instiga, seduz… e no processo expõe feridas que ela não queria revisitar. O desejo entre os dois cresce como uma faísca que não pode mais ser contida, e Hazelwood não tem medo de colocar essa chama em primeiro plano: Não é Amor é, sem dúvida, o livro mais ousado e quente que a autora já escreveu.

Mas não se engane — por trás de cada cena intensa existe algo mais. Hazelwood constrói essa tensão não apenas no corpo, mas também no coração. Rue não é apenas uma protagonista que resiste ao amor; ela é uma mulher que aprendeu a viver à margem dos sentimentos para não se ferir novamente. E Eli, ainda que seja o oposto dela, também carrega suas contradições: poder e vulnerabilidade, força e entrega.

O que mais me conquistou na leitura foi perceber que a intensidade física entre os dois é só a superfície de algo mais profundo. É no meio da sedução que Rue descobre a si mesma, e é no risco da entrega que Eli prova não ser apenas um conquistador, mas alguém disposto a ficar.

“Quero que olhe nos meus olhos e diga que isso é só sexo”

Foto por Ana Maria Moroz em Pexels.com

Claro, o livro não é perfeito — há momentos em que o drama se alonga e parece arrastar a narrativa. Mas, honestamente, é difícil não se deixar prender pela força dessa relação, pelo jeito como Hazelwood escreve diálogos afiados e cria cenas que deixam o leitor com aquele calorzinho e vontade de virar a página rápido.

No fim, Não é Amor é uma história sobre se permitir. Permitir sentir, permitir errar, permitir que alguém ultrapasse as barreiras que você ergueu. É picante, sim. É intenso, sim. Mas também é vulnerável, apaixonado e cheio de humanidade. Um livro que não pede licença para entrar, queimar e deixar sua marca.

Esse é o primeiro livro que leio da autora, minha amiga e co-autora aqui do blog Renata já leu outros títulos, se você quiser ler e ter outros pontos sobre a autora é só clicar em: A hipótese do amor e A razão do amor

E ai, esse é um livro para recordar? Para quem ama romances ardentes e cheios de tensão, com certeza. E se você ainda não conhece Ali Hazelwood, talvez essa seja a melhor forma de mergulhar de vez no universo dela — preparado para sentir na pele que, às vezes, o que parece não ser amor pode ser justamente o que transforma tudo.

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑