“A outra” foi a primeira obra de Mary Kubica que eu li e me surpreendi positivamente. Descobri o plot nas primeiras páginas, mas em nada mudou minha experiência com a leitura.
Sadie acaba de se mudar para uma pequena ilha no Maine com seu marido, Will, e seus filhos, Otto e Tate. A família se mudou para a casa da irmã de Will, que acabou de falecer, para cuidar da sobrinha, Imogen.
Depois de descobrir que o marido estava tendo um caso, e de seu filho mais velho – Otto – passar por problemas na escola, Sadie quer acreditar que essa mudança é uma segunda chance para a família. Mas suas esperanças logo são abaladas quando conhece a sobrinha.
Will e Alice nunca foram muito próximos, mas o irmão acha que é seu dever cuidar de Imogen e assim tentar recuperar a família que tanto ama. Apesar disso, a adolescente não é nada fácil de lidar e não esconde seu desgosto por ter que morar com o tio e sua família.
Imogen se incomoda principalmente com Sadie, fazendo questão de ser rude com a tia e tornar a convivência a pior possível dentro de casa.
Como se não bastasse as dificuldades que enfrenta com a própria família, Sadie ainda tem que lidar com a hostilidade de suas novas companheiras de trabalho. A mulher é enfermeira e está trabalhando no único hospital da ilha. Pelo visto, substituindo uma antiga funcionária que era muito querida por toda equipe, diferente dela.
Como se tudo não estivesse de ponta cabeça na vida da enfermeira, uma de suas vizinhas é assassinada em uma noite e, apesar de nunca ter cruzado o caminho com a mulher morta, ninguém é mais suspeito do que os novos moradores. Principalmente quando fica evidente que Will tinha uma boa relação com a tal vizinha. Relação essa que a esposa desconhecia. Pelo menos é o que ela diz.

Sadie sabe que é inocente e acredita que ninguém em sua casa seria capaz disso – ou pelo menos quase ninguém, afinal uma adolescente rebelde seria capaz de matar alguém sem mais nem menos? Mas, quanto mais tem certeza de que ninguém de sua família tem ligação com o crime, mais provas encontra contra eles. E contra ela mesma.
Ao mesmo tempo que acompanhamos a vida de Sadie, temos também Camille, a amante de Will que não suporta a mulher de seu amado e não esconde a raiva por ele ter escolhido a família e não ela. Camille está disposta a tudo para reconquistar seu amado. Mesmo que pra isso tenha que pegar uma balsa e se esconder em uma ilha para vigiar Will.
Além das duas mulheres que disputam o coração de Will, temos uma pequena garotinha, Mouse, que sofre com os maus tratos da madrasta enquanto tenta ser uma boa filha para o pai que tanto ama.
Qual a ligação entre as três personagens? Seria uma delas responsável pelo assassinato da mulher? Se sim, qual delas? E por qual motivo? O que levaria Sadie a matar alguém que nem conhece? Camille seria capaz de algo assim apenas por ciúmes? Mouse, uma menininha de apenas 6 anos, conseguiria matar? Ou será que as três são inocentes e temos um outro culpado nessa história? Will? Imogen? Ou ainda um outro personagem? Quais segredos sobre a própria família Sadie ainda vai descobrir? E sobre ela mesma? Como a vida de três pessoas tão diferentes pode se cruzar em meio a uma trama de assassinato?
Como eu disse, descobri o plot principal logo no começo da história, mas só me fez ficar mais vidrada ainda na trama, me fazendo pensar se não era essa a ideia da autora. Mesmo assim, Mary ainda guarda revelações até o final do livro, nos surpreendendo e me fazendo querer maratonar todos os seus livros.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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