Fala leitores!
Quando peguei O Amor nos Tempos dos Serial Killers pela primeira vez, confesso que o título me enganou. Esperei uma trama cheia de crimes, suspense e talvez até um assassino à solta — mas o que encontrei foi bem diferente: um romance sobre vulnerabilidade, confiança e como o amor pode ser assustador à sua própria maneira.
Phoebe Walsh é uma estudante de doutorado que está escrevendo sua tese sobre crimes reais. Ela vive mergulhada nesse universo sombrio, analisando mentes criminosas e documentários de “true crime” como quem estuda a própria vida. Depois da morte do pai, ela precisa voltar à casa da infância — uma volta que desperta memórias, frustrações e, claro, algumas paranoias.
É nesse cenário que surge Sam Dennings, o vizinho aparentemente perfeito demais para ser real. E para alguém como Phoebe, que enxerga perigo em cada esquina, o cara só pode ser… um serial killer. Aos poucos, no entanto, o livro nos mostra que Sam é justamente o oposto: alguém disposto a acolher, ouvir e permanecer mesmo quando Phoebe tenta afastar tudo e todos.

Alicia Thompson cria aqui uma história de amor improvável e cheia de camadas. Não há mistério a ser desvendado, nem sustos para pular da cadeira — mas há uma investigação delicada sobre os medos que criamos para não sermos feridos. O fascínio de Phoebe por crimes reais é, na verdade, um reflexo de suas próprias inseguranças. Crescer com os pais separados, sentir-se deslocada e precisar lidar com a perda do pai a transformaram em alguém que prefere analisar o perigo a se deixar viver o amor.
O livro é, acima de tudo, sobre cura. Sobre o momento em que percebemos que o amor não é o vilão da história — e que confiar em alguém pode ser o passo mais corajoso de todos. Entre diálogos cheios de humor, referências pop e reflexões sobre o medo, O Amor nos Tempos dos Serial Killers mostra que às vezes o verdadeiro suspense está em deixar alguém entrar.
Não é um thriller, mas é um prato cheio para quem ama true crime, porque entrega o olhar de quem tenta entender o mundo com base nos seus medos. E no mês do Halloween, é uma leitura perfeita: tem o clima misterioso, o toque irônico e aquele tipo de romance que aquece o coração sem precisar de final açucarado.
Então, se você é fã de histórias que misturam amor, autodescoberta e uma boa dose de humor sarcástico, vale a leitura. Phoebe é imperfeita, humana e incrivelmente real — e talvez seja justamente isso que a torne tão fácil de amar. É isso, agora deixo com vocês a pergunta: Esse é um livro para recordar?
FELIZ HALLOWEEN!!!

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