Se não fosse você

A nova adaptação da autora Colleen Hoover chegou aos cinemas recentemente então trouxe a história para, quem ainda não assistiu, saber o que esperar. E quem já assistiu, poder comparar com o livro.

A obra é narrada por Morgan e sua filha Clara. Mulheres tão parecidas e tão diferentes ao mesmo tempo. Morgan engravidou aos 17 anos. Apesar de ter suas dúvidas quanto aos sentimentos que tinha por Chris, sabia que o ideal era casar com o pai de sua filha.

Dezesseis anos depois, Clara já é quase uma mulher, e Morgan se vê refém de uma vida na qual nada de extraordinário acontece. Não fez faculdade por conta da gravidez e, como Chris ganha bem, nunca precisou trabalhar, ficando em casa para criar a filha e cuidar do lar.

Apesar de viver anos assim, a mulher está cansada de viver nessa rotina e quer algo a mais para si. Ainda mais agora que sua irmã e melhor amiga, Jenny, teve seu primeiro filho, Elijah, e está ansiosa para voltar ao trabalho.

Jenny está noiva de Jonah, que é pai de seu filho. Os dois namoraram quando jovens, mas o romance não durou e o rapaz (que é melhor amigo de Chris) foi embora da cidade. Retornou após a morte do pai e, no dia do funeral, acabou tendo uma noite com Jenny. Uma única noite que resultou em Elijah e na volta de Jonah para a vida de Morgan.

Mesmo sendo melhor amigo de Chris e noivo de Jenny, Jonah e Morgan sempre se deram muito bem. Bem ao ponto de Morgan questionar seus sentimentos pelo amigo quando eram mais novos, pensando que, talvez, estivesse com a pessoa errada. Afinal ela tinha muito mais a ver com Jonah. Mas a gravidez mudou tudo e todas as suas dúvidas foram jogadas para debaixo do tapete pois ela seria mãe e, consequentemente, mulher de Chris.

Clara está prestes a completar 17 anos e, com a experiencia da mãe na juventude, cresceu superprotegida. Afinal, nenhuma mãe quer que a filha cometa os mesmos erros que ela. Principalmente se envolver engravidar na adolescencia.

Apesar de se dar muito bem com os pais, Clara sabe que eles não apoiam seu sonho de ser atriz e, perto de começar as inscrições para a faculdade, tem pouco tempo para convencê-los do contrário.

Foto por Adrien Olichon em Pexels.com

A menina tem a tia como melhor amiga e confidente, então não esconde dela quando Miller entra em sua vida.

O rapaz é um ano mais velho e sempre ignorou sua presença. Até o dia em que Clara da carona para ele e começa a receber sinais confusos do jovem, que parece não saber o que quer. Mesmo tendo namorada, dá a entender que sente atração por Clara, mas demonstra que não fará nada a respeito.

No meio de tudo isso, uma tragédia abala a vida de mãe e filha e ambas precisam buscar forças uma na outra para se reerguer. Porém, segredos do passado vem à tona tornando essa missão muito mais difícil.

Além de ter que lidar com a descoberta de uma rebeldia em Clara que Morgan desconhecia, ainda precisa entender os sentimentos que Jonah despertou nela desde que voltou para sua vida.

O quanto um evento pode mudar nossas vidas? Nossas responsabilidades devem vir sempre à frente de nossos sonhos e vontades? Ou existe um meio termo entre elas? Que segredos a família de Morgan vai revelar? Seus sentimentos por Jonah vão ganhar força? Mas e Chris e Jenny, como ficam na história? Ás vezes, a melhor forma de vencer uma briga é saindo dela? Como a vida de Clara será abalada depois que tudo for descoberto? Existe uma receita para se criar um filho para que ele não se machuque ao longo da vida? Ou as quedas fazem parte da maturidade?

Com uma história de perdão, perda e segundas chances, a autora nos envolve com sua escrita já tão conhecida.

Assim como toda obra de CoHo, essa também é bem complexa e fiquei com raiva de mãe e filha por longas páginas. Pra mim, o diálogo sincero sempre é a melhor escolha e elas demoraram muito pra isso. E personagens que são muito altruístas me dão um pouco de preguiça. Ok, eu entendo que ela é mãe da garota, mas assim… Sentir raiva ás vezes faz bem.

Eu ainda não assisti ao filme, mas quero muito ver essa história nas telonas. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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