Rua do Medo – A Rainha do Baile

Fala, leitores!

Voltar para Shadyside é sempre mergulhar naquele tipo de cidade que parece normal demais para ser confiável. E em A Rainha do Baile, R. L. Stine brinca justamente com essa sensação: tudo parece tranquilo… até que não está mais. Aqui seguimos Lizzy, uma adolescente comum da Shadyside High que está longe de ser o centro das atenções, mas que se vê envolvida em uma disputa que rapidamente vira algo muito mais perigoso do que um simples evento escolar.

A escola está em plena preparação para a peça A Noviça Rebelde e, no meio desse clima de ensaios, rotinas e fofocas, cinco meninas são indicadas ao título de Rainha do Baile: Simone, Rachel, Elana, Dawn e Lizzy. O anúncio traz aquela alegria típica de “algo muito especial está acontecendo aqui”. Mas essa euforia dura pouco. Logo depois das indicações, acidentes estranhos começam a acontecer — e não demora para que o brilho da coroa ganhe um tom muito mais sombrio.

Lizzy é uma protagonista fácil de acompanhar. Ela é curiosa, observadora, um pouco insegura e completamente humana. O tipo de garota que tenta entender o que está acontecendo ao seu redor e, quanto mais tenta, mais percebe que há algo errado. O problema é que, em Shadyside, quando algo parece errado, geralmente está mesmo. E à medida que os dias passam, fica claro que alguém tem um alvo muito bem definido: as indicadas ao título de rainha.

Foto por Strange Happenings em Pexels.com

O clima que Stine cria é aquele suspense gostoso que te prende sem precisar de sustos exagerados. Você está lá, acompanhando Lizzy nos ensaios da peça, vendo como ela tenta manter a rotina enquanto o perigo cresce, e aos poucos começa a sentir que qualquer pessoa pode estar envolvida. Alguém está rondando as meninas, observando, esperando. Em certo momento, a sensação fica tão forte que o leitor parece caminhar ao lado da protagonista pelos corredores da escola, sempre com o pé atrás.

Um quote que captura bem esse espírito diz: “Eu fiquei empolgada quando fomos indicadas. Agora parece que fomos indicadas para… para morrer!” Esse é o ponto exato em que a história muda de tom e transforma um momento de glória adolescente em uma corrida por sobrevivência. Cada nova página traz uma pista, uma suspeita, ou uma nova razão para desconfiar de todo mundo.

E aqui vai um aviso importante: a adaptação da Netflix não tem nada a ver com o livro. Quem conhecer a versão do streaming vai encontrar uma história completamente diferente, mas cada qual com sua importância. O livro mantém aquela vibe de terror juvenil clássico, com ritmo rápido, clima escolar e mistério baseado em tensão e suspeita.

Se você ainda está no clima de Halloween e quer uma leitura envolvente, daquelas que você lê em uma sentada e cheia de adrenalina teen, A Rainha do Baile é uma ótima pedida. É o tipo de livro que faz você virar as páginas buscando respostas e, ao mesmo tempo, torcendo para que Lizzy consiga manter a cabeça no lugar enquanto tudo desmorona ao redor.

Faço a resenha, mas deixo com vocês a pergunta: Esse é um livro para recordar?

Leia também: Rua do medo – Festa de Halloween, Rua do Medo – Fim de semana alucinante e Rua do Medo | Paixão Mortal

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑