O último volume da série “Clube do Livro dos Homens” finalmente chegou por aqui. Tendo o Natal como pano de fundo, decidi guardar essa resenha para a ocasião.
Desde o casamento de Liv e Mack, Colton Wheeler não consegue parar de pensar em Gretchen Winthrop. Depois de uma incrível noite juntos, o astro da música ficou surpreso quando a advogada saiu correndo do quarto. O cantor tentou contato com a mulher durante o ano seguinte, mas sem sucesso.
Colton não está acostumado a ser ignorado. Com seu charme e beleza, sempre teve a mulher que quis ao seus pés. Mas, apesar de toda alegria que demonstra perto dos amigos, o músico tem muitas inseguranças.
Vindo de família humilde, Colton alcançou o estrelado no mundo country para poder dar a vida que a família sempre mereceu.
Ao contrário do rapaz, que teve uma infância pobre, Gretchen sempre teve tudo o que sonhou. Herdeira de uma das famílias mais milionárias dos Estados Unidos, a advogada é o fruto podre entre os familiares, já que se recusa a se envolver nos negócios da família, que é conhecida por produzir os melhores uísques.
Gretchen renega todo o legado dos Winthrop e sua fortuna pois trabalha como advogada de imigração e sabe o quanto seus clientes sofrem com as desigualdades de seu mundo.
Além disso, apesar de sempre ter tido tudo o que quis em relação à bens materiais, sempre lhe faltou o principal: o amor da família. Tendo o dinheiro e as aparências como prioridade, os Winthrop nunca se preocuparam com os princípios e sonhos da jovem.
É por isso que Gretchen sabe que um romance com Colton não será possível. Mesmo que, atualmente, o dinheiro corra nas veias de ambos, suas ambições são diferentes.
Mas, perto do Natal – data da qual Gretchen nunca gostou e se recusa a comemorar – seu irmão, Evan, lhe pede para convencer Colton Wheeler a ser o novo rosto da marca de uísque da família.
Mesmo nervosa por ter que procurar o homem de quem fugiu por um ano e sendo contra a ideia de fazer um favor para o irmão que sempre a maltratou, a advogada sabe que é um dos únicos jeitos de conseguir uma vaga no conselho de caridade da empresa da família. É assim que, dias antes do Natal, Gretchen vai atrás de Colton.

Apesar de eufórico quando procurado por Gretchen, o cantor fica abismado que a mulher só foi atrás dele para pedir um favor. Mas, sendo quem é, decide aproveitar a oportunidade e diz que vai pensar na proposta se Gretchen aceitar ter três encontros com ele.
Mesmo sabendo ser uma péssima ideia, a advogada aceita justificando para si mesma que não são encontros românticos, e sim de negócios.
Mas, a cada conversa que tem juntos, mais evidente fica que, apesar das diferenças, a sintonia dos dois é muito mais forte e Gretchen tem que usar todo seu auto controle para não fazer o que sempre fez: fugir.
Enquanto tenta conquistar o coração da moça e mostrar a magia do Natal, Colton lida com suas próprias batalhas. Se seu próximo álbum não for um sucesso, ele sabe que a gravadora o dispensará.
Colton conseguirá mudar a imagem que Gretchen faz dele? A advogada conseguirá enxergar o homem por trás do músico famoso? É verdade que os opostos se atraem? O bem humorado sempre se apaixona pela rabugenta? Quais segredos a família Winthrop esconde? Devemos sempre perdoar os erros de nossos familiares apenas pelo laço de sangue? Ou família de verdade é quem está com a gente em tudo, independente do DNA? Três chances para o amor é o suficiente para o nosso casal?
Depois de ler toda a saga, conclui o que pensei desde o primeiro livro: a ideia da história é boa, mas a execução é péssima. Parece que eu li o mesmo livro cinco vezes. Todos tem exatamente a mesma forma. Em todos, todas as atitudes das mulheres tem justificativa num passado triste e os erros são sempre dos homens, mesmo quando eles agem exatamente como deveriam.
Não me levem a mal, se o cenário fosse o contrário eu acharia absurdo também. Nas histórias tiveram erros dos dois lados, mas a autora sempre coloca a mulher como a coitada com um passado traumático e o homem como um monstro toda vez que existe uma discussão. Além da coisa irritante das mocinhas sempre fugirem quando acontece uma briga.
Alerta spoiler: casais brigam, se desentendem, dizem coisas que depois se arrependem mas, se existe amor, eles não vão embora na primeira oportunidade.
Enfim, esperava muito mais de uma série de livros com uma ideia tão boa, mas para mim faltou originalidade.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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