Um perfeito cavalheiro

Com o lançamento da quarta temporada da série “Bridgerton eu trouxe a resenha do terceiro livro da série, que conta a história de Benedict.

Nos livros temos primeiro a história de Daphne, depois de Anthony e em terceiro de Benedict. Já na série, houve uma alteração, fazendo com que a trama de Colin viesse antes da de Benedict. Mas finalmente aqui está a minha história favorita dos irmãos Bridgerton – ou pelo menos era o que eu achava, até rele-la. 

Benedict é o segundo filho de uma família de oito. Como todos sabem, Violet e Edmund Bridgerton deram nomes aos seus filhos seguindo as letras do alfabeto. Assim temos: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.

Benedict não é o primogênito, então não tem o título de visconde. Nem é o caçula. Ele simplesmente é Benedict – ou, como muitos o chamam, o número dois. Mas o rapaz está cansado de ser apenas isso. Ele não quer ser conhecido apenas por ser um Bridgerton, muito menos por sua colocação como irmão em uma escala numérica. Ele quer que as pessoas o conheçam por ele mesmo. 

É no baile de máscaras oferecido por sua mãe que sua vida muda. Ele conhece uma jovem misteriosa e, mesmo após uma única noite juntos e de apenas um beijo trocado, ele sabe que ela é o amor de sua vida. 

Uma noite é muito para descrever o pequeno encontro entre eles. A dama de prateado (que se recusou a lhe dizer seu nome) ficou apenas poucas horas na festa e, quando o relógio soou meia-noite, a jovem saiu correndo, deixando o cavalheiro com apenas um par de suas luvas e muitas perguntas sem respostas. A principal delas era: quem é essa mulher?

Apesar de inúmeras tentativas de encontrá-la, Benedict nunca mais a viu. Mesmo assim, depois de mais de dois anos do encontro, o rapaz ainda se recusa a se casar, tendo medo de, quando desposar uma dama, a sua dama de prateado apareça.

Ele não sabe, mas a misteriosa mulher do baile é Sophie Beckett, filha ilegítima do Conde de Penwood. Depois da morte do pai, que nunca a assumiu mas sempre tentou dar uma vida confortável a jovem, sua madrasta fez de sua vida um inferno, a transformando em criada na própria casa. 

Em uma noite de loucura e cansada dos maus tratos de Araminta, Sophie decidiu – com a ajuda das outras criadas – ir até o baile de máscaras. Pela primeira vez, a garota conseguiu ser notada. Pela primeira vez ela não era uma filha ilegítima, nem uma criada. Era apenas ela mesma. E, naquela noite mágica, se apaixonou por Benedict. Um homem que jamais poderia ter.

Foto por Hussam Bin Nasser em Pexels.com

Alguns anos se passam até que a vida de Sophie e Benedict se cruza novamente. Ela – que foi mandanda embora de sua própria casa – está trabalhando para uma outra família e o rapaz a salva das garras do filho de seus novos patrões. Uma conexão entre eles imediatamente é estabelecida.

Benedict não sabe por que uma simples criada consegue mexer tanto com ele, mas está mais do que disposto a transformá-la em sua amante para ter a jovem em seus braços. Já Sophie não sabe se fica arrasada ou aliviada por ele não a ter reconhecido. Apesar do amor que sente por ele, jamais aceitaria ser sua amante e correr o risco de colocar no mundo uma criança que vai passar pelo mesmo sofrimento que ela passou.

Ela sabe que, como criada, ou até mesmo filha ilegítima, um casamento jamais seria aceito pela sociedade. Mas seu coração parece não entender e insiste em se entregar ao homem.

Já Benedict, além de sua posição, não pode simplesmente se casar com Sophie. Mesmo não querendo admitir, ele ainda espera encontrar sua dama de prateado. É com ela que ele sonha em se casar e construir uma família. 

Qual será a reação de Benedict ao descobrir que Sophie e a dama de prateado são a mesma pessoa? Ele será capaz de superar todos os julgamentos e ser feliz ao lado de uma filha ilegítima? Ou o destino de Sophie é ser amante do homem que ama? Ela resistirá aos encantos do segundo filho dos Bridgertons em troca de uma vida de luxo? Ou seus princípios sempre falarão mais alto? Até onde Benedict está disposto a ir por sua amada sem deixar de ser um perfeito cavalheiro?

Quando eu li os livros pela primeira vez lá em 2021/2022, a história de Benedict foi a que eu mais gostei, e na série ele é meu personagem favorito. Mas é sempre um perigo relermos algo de que gostamos muito pois nossa visão pode mudar com o tempo. Eu sei que a trama se passa em 1800, mas algumas atitudes de Benedict me deixaram extremamente irritadas – pelo machismo da época – mas isso não tinha acontecido da primeira vez. 

Além disso, eu sempre gostei da escrita de Julia Quinn porque a autora não é de enrolar em suas obras, mas achei que a histórias andou em círculos. Os diálogos entre os protagonistas eram sempre muito parecidos e eu sentia que estava lendo o mesmo capítulo várias vezes – Sophie se negando a ser amante e Benedict ficando furioso e destratando a moça.

Eu estou relendo a série à medida que as temporadas estão saindo, então vamos ver se eu vou mudar de opinião sobre mais algum livro. Por favor não estraguem a história da Francesca!

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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