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Talvez um dia

Fui surpreendida positivamente com essa duologia da Colleen Hoover. Amo as obras da autora, mas os livros que tem continuação que já li dela foram decepcionantes (salvo a série “É assim que acaba” e o primeiro da série “hopeless” – o segundo não tinha necessidade mesmo). Mas simplesmente me apaixonei pela história de “Talvez um dia”.

Sydney é uma jovem que mora com a melhor amiga, Tori, e está cursando faculdade de música. Não sabe o nome do vizinho da varanda da frente, mas desde que o rapaz começou a tocar violão na sacada, ela tem saído todo os dias para ouvi. É algo inocente, mas não compartilha com ninguém esse prazer. Pois Tori não entenderia e Hunter, seu namorado, muito menos.

Ridger – o vizinho que toca violão – viu Sydney desde a primeira vez que ela apareceu, mas decidiu fingir que não repara na vizinha. Até que percebe ela cantando uma das músicas que ele costuma tocar. Isso chama sua atenção, pois é uma melodia autoral que ele não consegue escrever uma letra. Assim, decide conversar com a garota para pedir a música.

As conversas começam pela sacada, através de papel e caneta (bem “You belong with me”), depois passam pra mensagens de texto, quando Ridge enfim convence Syd a mandar a letra que escreveu.

Assim que lê a letra, sabe que a jovem é a salvação de sua banda. Apesar disso, se sente culpado por saber do caso que Tori e Hunter tem escondidos de Sydney. Ridge já viu os dois aos beijos quando a namorada do rapaz não está por perto.

Dividido entre contar ou não sobre o caso, decide que é bom a menina saber. Pois se fosse sua namorada, Maggie, que o estivesse traindo, ele gostaria de saber também.

É assim que Sydney acaba sem apartamento, sem melhor amiga, sem namorado, embaixo da chuva no dia de seu aniversário de 22 anos.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Sabendo que foi o responsável pela confusão, Ridge recebe Syd em seu apartamento e convida a menina para morar com ele, que já divide o apartamento com outras duas pessoas.

Não tendo muita opção, a garota vai para a casa do vizinho e assim que se veem pela primeira vez pessoalmente, descobre que o jovem é surdo. Syd fica espantada com a situação. Como uma pessoa surda pode tocar com tanta propriedade? E compor suas próprias melodias?

Ridge quer que Sydney componha as canções de sua banda então começam a trabalhar juntos, enquanto isso, o garoto vai mostrando como vive o mundo de sua forma.

Entre tantas conversas e músicas, a atração fica evidente entre os dois. Apesar disso, ambos sabem que uma relação é impossível entre eles. Ridge tem namorada e Sydney não sabe se é capaz de se relacionar e confiar em alguém novamente. Quem sabe, talvez um dia?

Sydney se abrirá novamente para o amor? Ou vai confiar em Ridge e se decepcionar novamente se o rapaz escolher Maggie? O amor entre Ridge e a namorada é tão forte que é capaz de eclipsar tudo o que Sydney vem despertando nele? Ou o músico não vai resistir aos novos sentimentos? O que fazer quando você encontra alguém certo para você, mas suas vidas não dão certo juntas? Se não hoje, talvez um dia?

Li o livro sem saber sua premissa e foi a melhor coisa que eu fiz. Me surpreendi com toda a história e me apaixonei pelos personagens junto com eles. Senti todo o sofrimento dos protagonistas por não conseguirem ficar juntos e me vi chorando em várias cenas.

Apesar de ter amado o primeiro volume, não sei como vai ser o segundo. O livro terminou tão redondinho, que uma continuação me assusta um pouco. Mesmo assim, quero ler e descobrir o que me aguarda.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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1 comentário

  1. […] conclusão da duologia “Talvez um dia” é a cereja do bolo que faltava na história de Ridge e […]

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