A última festa

Para fechar a última semana do ano, nada melhor que uma boa história de ano novo, não é mesmo?

É tradição para um grupo de amigos passar a virada do ano juntos, desde a época da faculdade, quando a amizade começou. É claro que, depois de mais de uma década, eles estão diferentes, mas parece que toda vez que se juntam, se sentem obrigados a representarem os antigos papéis.

O grupo é formado pelos casais: Giles e Samira (pais de primeira viagem), Miranda e Julien, Nick e Bo, Mark e Emma (que começaram a namorar há apenas 3 anos, fazendo com que a garota seja nova no grupo) e a solitária Katie.

Emma, que sempre faz de tudo para agradar e ser aceita pelos amigos do namorado, em especial Miranda, planeja a festa da virada do ano de 2018 para 2019. Reserva uma viagem para as Terras Altas, em um lugar com poucos chalés, motivo pelo qual são, praticamente, os únicos hóspedes. Todavia, há também mais um casal, que fica num dos chalés mais distantes. O lugar tem apenas três funcionários, a gerente, Heather, o guarda-caça, Doug, e o faz tudo, Iain.

Desde o começo, os amigos se perguntam qual o motivo de uma mulher jovem e bonita como Heather escolher viver em um local tão isolado de tudo e de todos, quase sem sinal de celular e internet, ainda mais nessa época do ano, com tantas tempestades de neve. Doug também parece ter seus mistérios. Apesar de ser um homem fechado e sucinto, desperta o interesse de Miranda, que vai fazer de tudo para provocar o marido com o guarda-caça.

É normal, após a faculdade, pessoas se afastarem, começarem novos projetos e até mudarem de cidade, perdendo o contato com antigos amigos, por isso o combinado de passarem sempre o ano novo juntos. Mas reencontrar velhos amigos pode, além de relembrar bons tempos, reabrir feridas não totalmente cicatrizadas. Digamos que nessa viagem, a segunda opção é mais provável.    

Foto por Alexandr Podvalny em Pexels.com

Apesar do clima ficar pesado as vezes, com algumas insinuações e provocações, os amigos tentam de todo jeito buscar aquele antigo entusiasmo de quando eram mais jovens. Mas, tudo desanda de vez quando um deles desaparece. Pior que isso, o desaparecimento pode ter sido em razão de um assassinato do qual todos são suspeitos.

O livro é dividido entre os dias que antecederam o desaparecimento do personagem (narrado por Emma, Miranda e Katie), e o dia em que o corpo é descoberto (narrado por Heather). Além das partes que acompanham Doug, contadas na terceira pessoa.

Quando a história está no presente, vamos descobrindo os fatos e tentando juntar as peças com Heather, além de conhecermos um pouco mais do passado dessa mulher que parece estar fugindo de algo (ou seria alguém?). Já quando ela é contada nos dias anteriores, podemos entender melhor esse grupo de pessoas tão distintas, além de entendermos mais sobre o passado de cada um, pois até entre melhores amigos, a mentira pode ser algo constante.

O fato de não entregarem logo de cara quem é a pessoa que desaparece, faz com que o livro seja ainda mais intrigante, pois vamos percebendo que todos têm motivos para querer se livrar de alguém, deixando o clima ainda mais tenso.

Quem desapareceu? Quem é o assassino? Que segredos Doug e Heather escondem? Uma amizade é mesmo capaz de sobreviver após tantos anos permeados por mentiras? Essas e muitas outras perguntas você se faz ao longo do livro, e só lendo para descobrir.

“A última festa” é um livro rápido de ler, que te faz querer descobrir tudo o que esses amigos fizeram antes e durante a viagem que vai mudar, pra sempre, a vida deles. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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