Essa resenha é para os amantes de romance adolescente. Em “O verão que mudou minha vida”, Jenny Han consegue, mais uma vez, entreter, emocionar e nos fazer ficar dividida entre quem deve ficar com Belly.
O livro é o primeiro de uma trilogia que ganhou adaptação pela Amazon Prime – a segunda temporada já está confirmada! A autora já era uma das queridinhas do gênero pela, também trilogia, “Para todos os garotos que já amei”.
Na obra, acompanhamos a vida de Belly, mais especificamente seus verões. Em especial o verão em que ela completou 16 anos e teve sua vida mudada.
Era tradição para Isabel, seu irmão Steven e sua mãe Laurel, passarem os verões na casa de praia de Susannah, a melhor amiga de Laurel, junto com seus filhos, Conrad e o caçula, Jeremiah. Apesar de se conhecerem a vida toda, moravam em cidades diferentes e só se viam nos verões.
Por ser a única menina e a mais nova, Belly era sempre deixada de lado por seu irmão e os outros dois garotos. Mesmo assim, ansiava o ano todo pelas férias de verão. Horas na piscina ou praia, sem compromissos além de se divertir e, principalmente, semanas ao lado de Conrad.
A garota nutria uma paixão pelo mais velho dos irmãos Fisher desde os dez anos, mas ele parece nunca ter olhado para ela de outra forma além de uma irmã mais nova e irritante.
Conrad era o mais velho entre os três rapazes, tinha acabo de completar 18 anos. Steven era o do meio e Jeremiah era o mais novo. Talvez por ter a idade mais próxima da de Belly, ou por ser o mais engraçado e legal, era o que mais inclui a garota nos planos de férias. Eram melhores amigos.
As mães se conheciam desde sempre, e era o sonho delas verem Bells com um dos filhos de Susannah, assim as famílias ficariam ligadas de vez.
Acostumada a nunca ser notada por garotos, especialmente por Conrad, a menina fica surpresa ao perceber a forma como ele parece ter olhado para ela no momento em que chegou na cidade. E não é só ele. Belly começa, enfim, a chamar atenção e sente que este pode ser, finalmente, o verão que vai mudar sua vida.

Apesar de estar determinada a fazer Conrad nota-la, o rapaz, assim como ela, também está diferente. Sempre foi o mais calado e mais sério comparado a Jeremiah, mas nesse ano, ele parece ainda mais fechado, para a preocupação de sua mãe. Ao invés de passar as tardes ao sol, prefere ficar trancado dentro do quarto.
É numa festa que Belly conhece Cam. Ou melhor, o reencontra. Ao conversar com ele, descobre que já tinham se encontrado em outra ocasião. O garoto parece ter se interessado por ela, mas Conrad não está disposto a facilitar as coisas para eles, para a irritação de Isabel.
Toda vez que Conrad é contra algo que ela faz, toda a sensação de finalmente estar crescendo some, e sente-se novamente como uma criança que precisa ser cuidada. Ela quer provar para todos, principalmente para Con, que as coisas mudaram. Que ela mudou.
Sempre que acha que está se apaixonando por Cam, Conrad faz ou fala algo que a deixa balançada. Na maioria das interações entre eles, o rapaz é grosseiro ou debochado, fazendo com que ela prometa a si mesma que vai superá-lo de vez. E quando acha que conseguiu, ele consegue trazê-la de volta.
Com uma história leve, despretensiosa e bonita, Han nos faz ficar em dúvida sobre quem deve ficar com o coração Belly.
Será que um romance de verão pode durar a vida toda? Ou o primeiro amor é sempre mais forte do que os que virão? A disputa pelo coração da moça é apenas entre dois rapazes ou um terceiro ainda pode aparecer?
A adaptação, por ser uma série, criou tramas que não existem no livro, o que pra mim foi um bônus. Assim, foi possível conhecermos melhor outros personagens. Eu amei a adaptação e, mesmo com as histórias paralelas, conseguiram manter a essência da original, com diálogos bem parecidos – confesso que achei os personagens mais carismáticos na série do que no livro.
Independente de quaisquer dúvidas ou torcida, uma coisa é certa: aquele verão mudou a vida de Belly. Se para melhor ou pior, só lendo para descobrir.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
