A hipótese do amor

Seguindo com as resenhas temáticas de romance em homenagem ao mês dos namorados, hoje temos um livro que é sucesso no Booktook. Todas as críticas positivas que via sobre “A hipótese do amor”, foram confirmadas após o final da leitura, e fez com que eu me encantasse com a escrita de Ali Hazelwood. (Obrigada ao meu parceiro do blog – Bruno – por me dar de presente essa obra tão maravilhosa!).

Na trama entramos no mundo acadêmico das ciências biológicas e em todas suas teorias e hipóteses – HÁ! Se você acha que isso pode deixar o livro maçante ou chato está enganado, pois é graças a esse universo que conhecemos a carismática doutoranda Olive e o professor e orientador mais mal humorado – gato, alto, e com um QI de gênio – Adam Carlsen.

Como em toda boa comédia romântica, os clichês, quando bem desenvolvidos, são mais do que bem vindos e, nesse caso, temos um dos queridinhos no mundo da leitura dos romances, o fake date – namoro de mentira.

Toda a mentira começa logo no início do livro, quando Olive simplesmente beija Adam em uma sexta a noite, no corredor da faculdade, na frente de sua melhor amiga, Anh. Não, ela não é louca, só está sendo uma boa amiga e eu já vou explicar o motivo.

Olive costumava sair com Jeremy, mas, após apresenta-lo a amiga, notou a química imediata entre os dois. Mesmo terminando com o rapaz e afirmando nunca ter gostado dele de verdade, Anh se recusa a sair com o rapaz, em nome da amizade. Então, percebendo o sofrimento da colega, decide fingir que tem um encontro.

É claro que o encontro não era real e Olive estava no laboratório da faculdade. O que ela não esperava, era encontrar a amiga nos corredores. Com medo de ser pega na mentira, ela faz o que qualquer um faria em seu lugar: beija a primeira pessoa que encontra em sua frente para Anh não descobrir nada.

Não preciso dizer que essa pessoa é Adam né?

Ao se dar conta de que beijou o orientador mais temido e grosseiro de toda a instituição, a garota se desespera e, não tendo outra escolha, explica o motivo daquela loucura para o professor. É claro que a justificava parece ainda pior e, assim que se desculpa, sai correndo de lá, sem nem ao menos se apresentar. Com a cabeça rodando, Olive nem se da conta de que Adam se despede dela a chamando pelo nome.

Foto por Chokniti Khongchum em Pexels.com

A garota também não percebeu que o dr. Carlsen é o responsável por fazê-la não desistir do doutorado. Anos antes eles tiveram um conturbado encontro. Olive estava na faculdade para sua entrevista de admissão e, por usar lentes de contato velhas, teve que correr para o banheiro devido a irritação que elas causaram. Lagrimejando muito e sem enxergar, entra no primeiro banheiro que encontra – sim, é o banheiro do laboratório de Adam.

O professor pergunta o motivo de choro e explica que o banheiro não é destinado a qualquer um. Mesmo tendo a fama de ser insensível, algo o faz querer conhecer essa garota que usa lentes vencidas e pergunta quem ela é e o que está fazendo na faculdade. É nesse momento que a falante Olive entra em ação e despeja o medo de não ser aceita por sua motivação não ser boa o bastante. Após uma boa conversa, Olive sai do banheiro mais confiante, agradecendo a ajuda.

Por não ter enxergado direito devido as lágrimas e ao inchaço dos olhos, e de ter se esquecido de perguntar seu nome, a única coisa que ela sabia sobre o misterioso rapaz, era que ele era alto, moreno e tinha uma voz grave, além de supor que era um aluno prestes a se formar. Mesmo sem ter um rosto para lembrar, as palavras ditas por ele nunca saíram de sua mente, e toda vez que Olive pensava em desistir, se lembrava do que foi dito naquele banheiro. Já Adam, que estava enxergando muito bem, decorou cada parte do rosto de Olive.

Depois da fatídica noite em que a garota o agarrou no corredor, despejou uma história maluca sobre sua amiga e seu ex-namorado, e saiu correndo, Adam a encontra novamente na copa da faculdade. Ao perceber que Olive está se sendo interrogada por Anh e está tendo dificuldades em se explicar, vai ao seu socorro. O que só piora tudo, pois agora a amiga tem certeza que eles estão juntos.

É então que decidem fingir que estão namorando. O que Olive ganha com isso é ver a amiga feliz, mas você deve estar se perguntando: o que Adam ganha com essa mentira?

Como um bom pesquisador, o dr. Carlsen está sempre com projetos em vista e todos precisam de recursos. Mas a faculdade congelou seu subsídio após saber que o professor está sendo rondado por outras faculdades e com medo dele sair da instituição, afinal Adam não tem família que o segure na Califórnia. Então, ao fingir um namoro, mostra para a reitoria que ele está, enfim, criando raízes.

Será que Olive vai descobrir que Adam é o “aluno” misterioso do banheiro? Quais segredos o hostil e inacessível dr. Carlsen guarda? O que Anh vai fazer ao descobrir toda essa mentira? Dois cientistas, totalmente racionais e céticos, conseguirão provar todas as hipóteses sobre o amor? É verdade o que dizem sobre toda mentira levar a outra, que leva a outra até tudo virar uma grande bola de neve?

Sou totalmente contra enrolação e amores instantâneos, mas, apesar de o livro já começar com o beijo entre os protagonistas e toda a trama envolver uma grande mentira, a obra é totalmente viciante. Mesmo com a relação entre eles já ocorrendo logo de início, o envolvimento acontece aos poucos e é delicioso acompanhar essa história.

Eu já marquei outros livros de Ali para ler e estou ansiosa por isso. Agora fica com vocês a pergunta: quais são as hipóteses de esse ser um livro para recordar?

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