É assim que começa

Estava ansiosa por essa resenha desde que o livro foi lançado. “É assim que começa” é a sequência de “É assim que acaba”, de Colleen Hoover. A autora disse que não pretendia fazer uma duologia, mas o sucesso do primeiro livro foi tão grande, e os pedidos para uma continuação foram tantos, que CoHo nos presenteou com essa obra.

Como todo final tem um começo, o livro começa exatamente no ponto em que o anterior acaba, após o encontro de Lily e Atlas. Acho difícil alguém que não tenha lido “É assim que acaba”, mas, caso não conheça a história, temos a resenha aqui, basta clicar no link para conhecer uma das histórias mais sensíveis que já li.

Depois tanto sofrimento, tudo o que queremos para nossos protagonistas é um pouco de paz. Infelizmente, antes do arco-íris, sempre vem a tempestade, e essa tem nome e sobrenome: Ryle Kincaid.

Mesmo após o divórcio com Lily, o neurocirurgião parece não ter desistido de reconquistar a ex-mulher, e não disfarça suas intenções. Por isso, após Atlas retornar para a vida na florista, ela fica receosa com a reação do ex-marido, que sabemos não serem fácies de lidar, para dizer o mínimo.

Mesmo assim, Atlas está disposto a tudo para ter seu primeiro amor de volta. Dessa vez, ele não vai embora, mesmo que para isso, tenha que passar a conviver com Ryle.

Divórcio nunca é fácil, ainda mais quando tem uma criança envolvida, que é o caso na história. É em nome de Emerson que Lily tenta conviver da melhor maneira com o pai da menina. Mesmo não tendo a guarda total da filha, a florista não permite que ela durma na casa do pai, pelo menos até aprender a falar, com medo dos momentos de explosão do médico.

Lily, melhor do que ninguém, sabe o que Ryle é capaz de fazer quando está com raiva. Mesmo achando que jamais machucaria a própria filha, não quer pagar para ver. O que, para o pai, é uma ótima desculpa para continuar em contato frequente com a mãe da criança.

Ryle não aceitaria bem nenhum relacionamento novo de Lily, mas ela sabe que com Atlas é ainda pior, devido as inúmeras brigas que tinham quando ainda eram casados apenas á menção do nome do chefe de cozinha. É por isso que a florista decide ir com calma. Antes mesmo de apresentar seu antigo amor a filha, sabe que precisa contar ao ex-marido sobre o novo romance.

Foto por Kristin Vogt em Pexels.com

Atlas é atencioso, carinhoso e paciente, então respeita todos os limites impostos por Lily, o que para ela é novidade, baseado em seu antigo relacionamento.

Depois da separação, Lily viu pouquíssimos momentos ruins de Ryle, o que a deixava em dúvida sobre a decisão do divórcio, achando que talvez ele tenha de fato mudado, e que mereça uma segunda chance ao lado da mulher e da filha. É por isso que tem uma lista de motivos pelos quais terminaram, para que não caia na armadilha.

Depois da infância difícil que teve vendo a mãe sofrer nas mãos do pai, Lily não quer que Emerson tenha a mesma experiência. Quer que a filha tenha apenas bons momentos com o pai. Foi em nome dela que tomou a decisão do divórcio.

É claro que, quando Ryle desconfia que a ex-mulher está saindo com outra pessoa todo o lado ruim volta, e fica cada vez mais difícil para Lily a convivência de forma pacífica, pois o medo voltou a se tornar o sentimento mais forte quando o nome do médico é mencionado.

Enquanto Atlas tenta proteger e provar para Lily que está disposto a  tudo para ficar com ela, tem seus próprios problemas na cabeça. Seus dois restaurantes estão sendo vandalizados com uma frequência nada normal. E tem certeza de que os ataques são pessoais, devido as pichações com seu nome que aparecem pelo estabelecimento.

Quem está invadindo os restaurantes de Atlas? Ryle é capaz de mudar? Ou homens como ele jamais terão algum tipo de transformação? Quais limites devemos impor para uma convivência saudável depois de um término? Que marcas um relacionamento abusivo deixa na vítima? E no agressor? Lily e Atlas irão enfim viver sua história de amor? Ou sempre haverá uma grande onda os impedindo de chegar à costa?

Dois adolescentes passando por uma fase difícil, que encontram salvação um no outro. É assim que começa a história de Lily e Atlas, e esperamos que seja assim que acabe.

Com uma trama envolvente e repleta de momentos sensíveis, a autora conseguiu dar a continuação perfeita para uma história difícil. Foi bom poder ver – ou ler – Lily e Atlas sorrindo. Obrigada Colleen!

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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