A razão do amor

O que Marie Curie faria se eu dissesse que a resenha de hoje é sobre “A razão do amor”? Bom, o que ela faria eu não sei, mas sei tudo o que Bee Königswasser, sua maior fã, fez durante essa história.

A vida de Bee nunca foi fácil. Ela e a irmã perderam os pais quando tinham 4 anos e desde então passaram a vida morando com vários parentes, mudando de casa (e de país), até atingirem a maioridade. Aos 28 anos, nossa protagonista é uma neurocientista que está estagnada no trabalho, longe de sua irmã gêmea e tentando curar o coração partido após um término traumático, quando recebe a melhor notícia de todas: a oportunidade de liderar um projeto de neuroengenharia da Nasa.

Mas, lembra que eu disse que sua vida nunca foi fácil? Pois não seria diferente agora. Quando se inscreveu para a vaga para o projeto da Nasa, ela sabia que teria que liderar a equipe com uma outra pessoa, só não esperava que essa pessoa fosse Levi Ward, seu pior inimigo – e o homem mais alto, forte e dos olhos mais verdes que ela já conheceu.

Levi estava no último ano quando Bee entrou no doutorado. Mas, mesmo nesse curto período de tempo, ficou claro o quanto o homem a desprezava. Nunca foi capaz de olhar para ela por mais de um segundo, ou de cumprimentá-la, ou de aceitar participar de qualquer trabalho que a envolvesse, ou até de dizer algo bom sobre ela para seu amigo, Tim, quando esse lhe disse que a pediria em casamento – sim, esse foi o término traumático pelo qual a garota passou.

Então Bee parte para Houston com sua ajudante, Rocío, muito empolgada para esses três meses de trabalho duro (e bem menos empolgada para reencontrar seu nêmesis).

O incrível é que, mesmo depois de tantos anos, Levi parece ter guardado todos os sentimentos que sente pela cientista, pois desde o primeiro encontro, fica claro que não fará o menor esforço para que consigam conviver amigavelmente.

O ânimo que a invadiu quando chegou a cidade, logo começa a desaparecer. Dias se passam sem que Bee e Rocío consigam começar a trabalhar. Os materiais que pediram não chegaram, a entrada na própria sala não é liberada, a equipe – composta inteiramente por homens, tirando uma única mulher – parece não levar o que ela diz em consideração e Levi não responde seus e-mails.

Ela explode quando descobre que marcaram uma reunião na qual não foi informada para discutirem o projeto que ela lidera, então decide, enfim, confrontar Levi.

Foto por ud835ude3dud835ude61ud835ude6aud835ude5a ud835ude3cud835ude67ud835ude56ud835ude6aud835ude6f em Pexels.com

Ele se mostra surpreso com todas as acusações e alega ter respondido todos os e-mails que ela mandou. Além de afirmar que nunca a odiou, e pedir desculpas – !!! – por seu comportamento no passado. É a partir daí que Bee acha que está vivendo em um mundo invertido pois Levi, seu Levi – não seu no sentido de posse, mas você me entendeu – começa a apoia-la.

O cientista, que não faz ideia de que o noivado foi desfeito, acredita que sua colega se casou com Tim. Assim como Bee acredita que o dr. Ward é casado e tem uma filha. Eu não preciso dizer que é mais uma daquelas histórias em que o mal-entendido quase destrói nosso casal favorito né?

Mas, para o meu grande alívio, toda a confusão não demora a ser explicada e eles logo começam a se envolver, dentro e fora do laboratório.

Será que o grande projeto que nossos protagonistas estão se dedicando tanto dará certo? Por que Levi parecia desprezar tanto Bee no passado? Será que de uma inimizade, pode nascer uma amizade? Um coração partido, será sempre um coração partido? Ou alguém, se for a pessoa certa, é capaz de junta-lo? Qual é, de fato, a razão do amor?

Nessa incrível história “enemies to lovers” – na tradução livre “de inimigos para amantes” – Ali, a autora, mais uma vez nos mostra como a ciência pode ser complexa, mas também divertida, instigante, emocionante e extremamente sensual.

Vi muitas pessoas comparando essa obra com a de estreia da autora, “A hipótese do amor“, mas, apesar do pano de fundo ser o mesmo (a ciência), as histórias são muito diferentes e eu consegui me apaixonar pelos dois casais separadamente, e me envolver em suas histórias individualmente.

Agora fica com vocês a pergunta: quais são as razões para esse ser um livro para recordar?

Se interessou pelo livro?

👈 Clique aqui, adquira o seu e conte pra gente se ele é um livro para recordar.

Um comentário em “A razão do amor

Adicione o seu

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑