O segundo volume da duologia “Agentes da Coroa” traz como protagonistas o melhor amigo – e também agente, e também marquês de Riverdale – de Blake Ravenscroft, James Sidwell, e a encantadora Elizabeth Hotchkiss.
Depois de anos trabalhando no Departamento de Guerra, o marquês está certo de que chegou a hora de sossegar, se casar, e gerar um herdeiro. Mas não vem obtendo sucesso na busca por uma esposa em sua temporada em Londres. Todas as pretendentes parecem estar mais interessadas em seu título do que no próprio rapaz.
É por conta disso que James fica mais do que satisfeito em atender um pedido de sua tia, Lady Danbury – sim, a “adorável” dama que já conhecemos na saga Bridgerton – quando esta lhe envia uma carta pedindo ajuda para descobrir quem a está chantageando.
Lady D. orienta o jovem a usar o nome falso de James Siddons, fingindo ser o novo administrador da propriedade, para que ele consiga desmascarar o chantagista sem ser pego. Após anos trabalhando sob disfarces para a Coroa, não será uma tarefa difícil.
Elizabeth trabalha como dama de companhia para Lady Danbury há cinco anos. Arrumou o emprego para poder cuidar dos irmãos mais novos, Susan, Jane e Lucas, após a morte dos pais.
Apesar de virem de uma linhagem de barões, a família Hotchkiss passa por grandes dificuldades, e a primogênita da família está cada vez mais desesperada parar conseguir sustentar seus irmãos.
Como toda mulher nos anos de 1800, a única chance de Elizabeth conseguir melhorar de vida é através do casamento. Um bom casamento. Um casamento com um homem rico. Um duque, um visconde, ou quem sabe, um marquês.

Qual não é a surpresa da jovem quando, ao entrar na biblioteca de Lady Danbury, se deparar com um livro que tem como título “Como se casar com um marquês”! Mesmo achando impossível que aquele pequeno volume seja capaz de ajudá-la de forma real, a curiosidade vence a credulidade, e a dama de companhia pega o livro e trata de escondê-lo.
Ao sair apressada da casa com medo de ser pega com aquele livro ridículo, Elizabeth, que nunca foi sinônimo de cuidado, tromba com James e todo o conteúdo de sua bolsa cai espalhado. Ao tentar ajudar a jovem, o marquês logo nota o nervosismo dela em esconder os pertences que caíram, em especial um exemplar de capa vermelha.
Após uma breve apresentação, a dama segue para casa, e James fica desconfiado do comportamento da moça. Apesar de bonita, quem seria a melhor suspeita de uma chantagem do que alguém que trabalha diretamente para a tia?
Então, para conhecer melhor a jovem, o falso administrador, após descobrir do que se trata o livro e dos motivos que a levaram a pegá-lo, decide ajudá-la, dando dicas de flertes e ensinando-a a se defender quando necessário.
Quem está chantageando Lady D.? Quanto tempo James conseguirá esconder sua identidade de Elizabeth? O flete ficará restrito a treinos ou uma hora ambos se entregarão a química que parece pulsar entre eles? Só por ser a jovem mais atraente que o marquês já conhecera, Elizabeth deve sair da lista de suspeitos? Ou tudo não passa de uma fachada e ela é uma grande golpista? Pode ela, ter optado pela chantagem para ajudar a família?
Mais uma vez Julia Quinn nos diverte com suas histórias de época nada convencionais, além de trazer de volta Blake e Caroline, o casal protagonista tão amado no volume anterior. Eu decreto que me recordarei dessa trama. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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