O primeiro volume da duologia “Irmãs Lyndon” traz Victoria, a primogênita, e Robert como protagonistas.
Victoria é a irmã mais velha de Eleonor e filha do novo vigário da cidade. Após a morte da mãe, há três anos, se sente responsável pela caçula e pelos deveres de casa.
Robert é filho de um conde e sabe que seu principal dever é gerar um herdeiro para o título. O rapaz sabe que o pai está desesperado para que ele se case, mas o jovem não encontrou a pessoa certa. Até agora.
Victoria é dona de um grande senso de humor e, apesar de não ter uma beleza de parar os salões de baile, algo nela chama a atenção do futuro conde no momento em que coloca os olhos na garota.
Após uma breve interação, Robert está mais do que convencido de que encontrou o amor de sua vida. Mesmo sabendo que suas classes sociais não são a mesma, Victoria não consegue negar a paixão que sente pelo rapaz.
Mas os pais dos pombinhos não aprovam em nada a união do jovem casal. O atual conde acredita que Victoria esteja mais interessada no título do que no amor de Robert, e o vigário acha que o herdeiro quer apenas se aproveitar da inocência de sua filha.
Assim, tendo os pais como maiores rivais em sua história de amor, os enamorados decidem fugir.
É claro que tudo dá errado e, por conta de um mal entendido, Robert acredita que foi abandonado pela amada e Torie tem certeza de que foi apenas um passatempo para o futuro conde.

Arrasados pela decepção amorosa, o casal decide sair da cidade, cada um com um destino, afim de curar o coração partido.
Sete anos se passaram, mas há cicatrizes que nem o tempo é capaz de curar, e quando eles se reencontram de repente, percebem que o amor adolescente que sentiam, ainda existe.
Não demora muito para entenderem que foram vítimas da própria família no passado e Robert está mais do que determinado a reconquistar a confiança e o amor de sua querida Torie. O problema é que a garota que sempre dependeu dos outros, agora está muito feliz sozinha, e não quer ter o coração partido uma segunda vez pelo mesmo homem.
É possível um amor sobreviver após tantos anos de mágoa e dor? Casamento gera dependência? Ou podemos crescer e nos tornarmos independentes junto com a pessoa que amamos? Até quando Torie conseguirá negar o que sente por Robert? O que o rapaz é capaz de fazer para provar seu amor? Uma história que começou fadada ao drama, pode ter um final feliz?
Julia Quinn, a rainha dos romances de época, sempre me agradou por não enrolar em suas tramas. Porém, nesse livro específico, senti que a história andou em círculos por várias páginas. Quando parecia que o enredo daria uma guinada, voltava ao início.
Apesar disso, a escrita é leve e divertida – sem falar das partes sensuais que já é figurinha carimbada nos livros da autora. Os protagonistas, apesar de me irritarem durante boa parte da leitura, são bem construídos. É claro que, com uma obra que se passa nos anos 1800, o machismo está presente e em vários momentos problematizei falas e atitudes do mocinho. Porém, Julia apenas retratou o comportamento masculino da época, trazendo uma clara evolução na forma de pensar do protagonista.
Quero muito ler a continuação da duologia, mas enquanto isso não acontece, fica a pergunta: esse é um livro para recordar?

Deixe um comentário