Demorou, mas enfim chegou. O sexto e último volume da série “Para Nova York, com amor” é nossa primeira resenha de Natal e estava ansiosa para falar um pouco dessa história que, para mim, é a segunda melhor da saga – pois é, ninguém conseguiu ganhar do melhor casal: Paige e Jake!
“Manhattan sob o luar” conta a história da irmã de Daniel e gêmea de Fliss, Harriet, e toda sua jornada de autoconhecimento e superação.
Acostumada a viver protegida pelos irmãos, Harry vê seu mundo de pernas pro ar quando os dois estão vivendo suas vidas com seus respectivos amores. A falta de Fliss é ainda mais desafiadora para a mulher que, pela primeira vez, está morando sozinha e tendo que lidar com todos os conflitos que a vida adulta traz.
Diante desse cenário, se propõe a cumprir algo que chamou de “Desafios da Harriet”. Do Dia de Ação de Graças até o Natal, deve fazer alguma coisa que a tire completamente de sua zona de conforto. É por isso que o livro começa com ela saindo pela janela de um restaurante para fugir de mais um encontro marcado pela internet que fracassou.
Mas, ao pular, ela acaba torcendo o tornozelo e precisa ir ao pronto socorro. É lá que sua vida cruza pela primeira vez com o dr. Ethan Black.
A vida de um médico nunca é tranquila, principalmente quando seu trabalho é trabalhar num pronto socorro em uma cidade como Nova York. Por isso Ethan nunca mais pensou em casamento desde que se divorciou de Alison. Ele é, e sempre será, casado com o trabalho, então, qualquer outro tipo de relacionamento mais sério, seria um problema.
Quando conhece Harriet, é apenas mais uma noite normal no hospital e ela é apenas mais uma paciente daquele lugar que parece nunca parar. Uma linda paciente, mas ainda assim, apenas mais uma.
Acostumado com a vida de solteiro, o médico se encontra em uma situação complicada quando a irmã pede que ele fique de babá de sua cachorrinha enquanto ela precisa viajar para ajudar a filha que sofreu um acidente. Mesmo sendo contra a ideia de cuidar de um cachorro, Ethan faria qualquer coisa pela família, e aceita abrigar Madi por uns dias.
A irmã jura que a cachorra é comportada e avisa que a passeadora se responsabilizaria por levar Madi para passear duas vezes ao dia, assim ele não precisaria se preocupar com nada.
Harry sempre amou animais, em especiais cães, e é apenas por isso que aceitou mudar sua rota de trabalho e levar Madi para passear mesmo saindo da área que sua empresa costuma cobrir. Mesmo com o frio congelante de final de ano, ela faria tudo para o bem estar de um animalzinho. Então se desespera ao chegar à casa de Ethan e encontrar o apartamento destruído.

Seu primeiro instinto é ver como a cachorra está e se assegurar de fazê-la se sentir mais calma. Mas essa não é a mesma reação do dono da casa, que surta ao ver o estado que está seu lar.
Após um dia estressante no trabalho, Ethan só queria deitar e dormir, mas se depara com uma estranha em sua casa, que está destruída. Sem conseguir se controlar, acaba descontando a raiva em Harriet que, no momento de pânico faz algo que não fazia há muito tempo, gagueja. Em seguida, pega a cachorra e sai correndo.
Harry cresceu em um lar muito conturbado, no qual seu pior inimigo era o próprio pai. Como nunca soube lidar bem com confrontos, desenvolveu uma gagueira quando criança, o que o deixava ainda mais irritado. Com o tempo, e a distância daquele homem, conseguiu controlar seu problema, mas sempre teve medo dele voltar. E, no pior momento possível, voltou.
Enquanto arruma a bagunça da casa torcendo para aquela mulher voltar com a cachorra da irmã, Ethan se sente péssimo ao perceber a forma como a tratou, reparando que a fez gaguejar e que isso era um problema para ela.
Harry está disposta a levar Madi para casa e cuidar dela lá. Além de não a ter reconhecido, está na cara que o médico não leva jeito algum com animais. Mas, para sua surpresa, ao voltar, o apartamento está em ordem e Ethan parece muito mais calmo. Inclusive pede desculpas por seu comportamento, afirmando que, mesmo que tenha tido um dia ruim, não era justo descontar em outra pessoa.
Após uma conversa franca, na qual Harriet pela primeira vez conseguiu contornar a gagueira e se impor, ela decide ajuda-lo a continuar cuidando de Madi no apartamento dele, pois parece ser muito importante para o doutor que a cachorra fique lá.
É claro que nada é tão simples e, no dia seguinte, a cachorra, apesar de não ter destruído nada, não parou de choramingar pois não gosta de ficar sozinha. Sem saber mais o que fazer com a cachorra da irmã, Ethan pede algo que achou que jamais fosse pedir a alguém, em especial a uma mulher. Quer que Harry se mude para lá até a irmã voltar de viagem.
Esse parece ser o maior desafio que Harriet poderia encontrar pelo caminho, mas será que é uma boa ideia aceitar? Apesar de extremamente lindo, Ethan é um homem taciturno, e essa é uma mistura muito perigosa para alguém com o coração tão bom quanto o de Harry.
Será que a passeadora vai aceitar se mudar para a casa do médico? Ethan será capaz de resistir a toda bondade e honestidade que encontrará em Harriet? Quais são os segredos para um casamento ser bem sucedido? O trabalho sempre deve vir em primeiro lugar? Ou equilíbrio é a palavra-chave?
Com uma história linda de superação e auto descobertas, Sarah Morgan encerra essa sequência que ganhou meu coração e que, só de escrever, me deu vontade de ler de novo.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

Deixe um comentário