No segundo volume da duologia “Irmãs Lyndon”, Julia Quinn nos presenteia com uma história recheada dos melhores clichês – casamento por conveniência, enimies to lovers (de inimigos a amantes), o libertino se apaixonando pela garota ingênua, além de uma pitada de suspense e muito romance.
Eu sempre digo que os clichês, quando bem desenvolvidos, são mais do que bem vindos, e é exatamente o caso em “Mais forte que o sol”.
Depois de acompanharmos o romance de Victoria e Robert no primeiro livro, agora temos a caçula das Lyndon, Eleanor, e o conde Charles como protagonistas.
Ellie é uma jovem que, no auge de seus 23 anos, é considerada uma solteirona. Independente, inteligente e dona de uma personalidade forte, a garota não aceita levar desaforo para casa, principalmente da futura madrasta, que já deixou claro seu descontentamento com a nova enteada.
Charles é o típico libertino. Acostumado a ter tudo o que quer, principalmente quando se trata de mulheres, o conde se surpreende após a leitura do testamento do pai, em que o duque deixa claro que, caso Charles não se case até os 30 anos, o título – e toda a fortuna que vem com ele – deve ser passado para o próximo na linha de sucessão.
Desesperado para não perder a fortuna, Charles tem pouco mais de 15 dias para arrumar uma esposa.
Já Ellie sabe que a única forma de se livrar da detestável madrasta é se casando. E qual não é a surpresa da jovem quando um conde cai – literalmente – aos seus pés?

Após uma tarde de bebedeira, Charles estava em cima de uma árvore – não me pergunte o motivo – quando se desequilibra e cai bem aos pés da jovem Ellie. Apesar do susto e da irritação diante da bebedeira do rapaz, por ser filha de um vigário, Eleanor não consegue deixar uma pobre alma sofrendo, e ajuda o conde a chegar até sua carruagem, pois este torceu o tornozelo na queda e não consegue se equilibrar sozinho.
Apesar da troca de farpas no início, ao longo do caminho Charles percebe como a garota é inteligente, sagaz e com um humor ferino – além de ser extremamente atraente. Antes que possa se dar conta do que está fazendo, o herdeiro pede Ellie em casamento.
A caçula das Lyndon fica em choque, ainda mais depois de ouvir toda a explicação por trás do motivo do pedido. Como uma pessoa racional, ela sabe que deve negar. Apesar de não sonhar com um casamento baseado no amor, espera pelo menos conhecer melhor o futuro marido antes de se casar.
Mesmo relutante, a jovem começa a perceber que talvez Charles seja sua salvação da nova vida com o pai e a terrível madrasta e, após ambos expressarem suas condições e determinarem regras, o casamento acontece.
Apesar de mal se conhecerem, a química entre o casal fica evidente em cada encontro, em cada toque, em cada beijo – o que, se depender do marido, irá acontecer com frequência. Além da química, os desastres que ocorrem quando estão juntos são incontáveis. Quedas de árvores, acidentes com coches, cozinha pegando fogo, comidas arruinadas… são tantas as confusões que aparecem na vida do futuro duque após conhecer Ellie, que é praticamente impossível ele achar que é coincidência.
Será Ellie é o motivo de tantas tragédias? Ou tem alguém querendo estragar a lua de mel dos recém-casados? Quanto tempo demorará para os pombinhos se apaixonarem de fato? Ou será que o casamento será sempre por conveniência? O famoso libertino conseguirá seduzir a única mulher – que é justamente sua esposa – capaz de resistir aos seus encantos?
Diferentemente do primeiro livro da duologia, no qual a minha maior crítica foi a enrolação do enredo, “Mais forte que o sol” traz uma trama que não anda em círculos, com protagonistas extremamente cativantes, diálogos divertidíssimos e cenas de romance de tirar o fôlego.
Com certeza esse é o meu favorito da série “Irmãs Lyndon” e um dos melhores que já li da autora. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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