O Azul daqui é mais azul

Fala leitores!

Sextou com o livro tão fofo e tão tranquilo quanto um céu azul. O Livro de Robbie Couch, é uma leitura leve, cativante, com pautas necessárias e cheio de representatividade. “O azul daqui é mais azul” é uma obra de carinho e cuidado para aquele que o lê. E se você faz parte da comunidade LGBTQIAPN+ ou até mesmo aprecia leituras desse gênero, esse exemplar com certeza não pode faltar na sua estante.

Vamos ao que interessa!

Nossa estrela se chama Sky Baker, ele mora em uma pequena cidade às margens do Lago Michigan e está no seu último ano do colégio. Assim como todo e qualquer jovem prestes a terminar a escola, pensar na faculdade e o que fazer da própria vida é um TABU gigantesco. Mas isso é um assunto para outra hora com Sky Baker.

O momento agora é curtir seus últimos dias naquele lugar e buscar uma forma eficaz e criativa de convidar Ali Rashid, um menino pelo qual tem um crush, para o baile de formatura. Detalhe, restam 30 dias e o tempo é muito curto para colocar seu plano em prática. Baker é um gay assumido, mas no lugar em que vive, é muito mais fácil ser invisível do que ser você mesmo, — para um bom entendedor, meia frase basta — mas com ajuda dos seus amigos, tudo parece ser “menos pior”.

Bree, sua melhor amiga, está ajudando nesse plano e juntos estão buscando a melhor maneira de criar o pedido perfeito, com direito a mural de estratégia na parede do quarto, igualzinho aqueles dos agentes do FBI dos filmes. O que eles não contavam é que seus sonhos mais íntimos seriam vazados por um hacker. Um e-mail com fotos e conversas dele vazadas, junto a um discurso bem homofóbico e racista, resulta no maior constrangimento que alguém poderia passar.

Sem mais o que esperar da vida, Sky decide abandonar tudo e fugir daquele lugar. Obviamente isso não acontece porque seus amigos são F*** pra C*** e eles ajudam Sky a tornar os 30 dias como caça ao FDP que destruiu seus sonhos.

Foto por ZCH em Pexels.com

Entre todo esse pesadelo e morando no porão da melhor amiga há algum tempo — desde que sua mãe o rejeitou quando descobriu sobre a orientação sexual—, Sky conhece um pouco mais sobre seu pai que faleceu quando era muito pequeno. Isso traz uma narrativa de autoconhecimento para o personagem, um momento que aquece o coração, logo adianto.

“É estranho. No fim das contas, percebo que sinto saudades dele. É esquisito sentir saudades de alguém que eu mal conheci.”

Será que Sky saberá lidar com todos esses sentimentos? E no final, ele irá com Ali para o baile ou novas surpresas o esperam? Isso você só vai descobrir lendo essa belezinha.

“O azul daqui é mais azul” é uma linda história sobre como amigos podem ser SIM sua verdadeira família. E se alguém que se identifique esteja passando por algo semelhante, lembre-se: família pode ser tóxica e cabe a você cortar esse vínculo. Todo mundo tem o direito de ser quem quiser ser!

Encerrando por aqui, deixando a clássica pergunta “Fazemos a resenha, mas fica com vocês a pergunta: Esse é um livro para recordar?

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