Colleen Hoover é uma das autoras que mais passaram por aqui, mas dessa vez ela se junta a Tarryn Fisher nessa trilogia cheia de mistérios.
Charlie Wynwood e Silas Nash são amigos desde crianças. Namorados desde a adolescência. Desconhecidos desde o momento em que o livro começa.
A obra é narrada pelos protagonistas, que não conseguem se lembrar de nada desde a primeira página. Não sabem onde estão, com quem estão e principalmente, quem são.
O livro começa pelo ponto de vista da Charlie, que está desesperada ao perceber que não conhece nada e nem ninguém ao seu redor.
Com medo de acharem que enlouqueceu, tenta agir normalmente. Ao analisar o ambiente ao redor, ela supõe que está na escola, já que o lugar parece com uma sala de aula, tem um professor à sua frente e vários livros ao seu redor. Mas, como ela pode saber o que é uma escola, ou quem são os presidentes que estão representados nas fotos nas paredes, se ela nem sabe quem é?
No horário do almoço segue para o refeitório com um grupo de pessoas que aparentemente são seus amigos. Lá senta-se ao lado de um garoto que aparentemente é seu namorado, apesar de não estar agindo como um namorado deveria – como ela sabe como um namorado deve agir?
Ao mesmo tempo em que isso acontece com Charlie, descobrimos que o tal namorado também está passando pelo mesmo problema.
Depois de observar o “namorado” por algum tempo, Charlie se dá conta de que o comportamento do rapaz é estranho assim como o dela e, mesmo com medo de não ser nada disso, a garota o confronta. Ao perceberem que estão passando pela mesma coisa, uma conexão é formada imediatamente, e ambos estão dispostos a descobrir quem são e o que aconteceu para que tenham perdido a memória ao mesmo tempo.
Antes de entenderem o motivo pelo qual isso aconteceu com eles, precisam descobrir mais sobre quem são.
Silas descobre que tem um irmão mais velho. É capitão do time de futebol. Mora em uma linda e enorme casa.
Já Charlie descobre que tem uma irmã mais nova. Além de uma mãe alcoólatra. E que mora em uma casa minúscula. Para piorar, descobre que seu pai está preso. E pelo visto, o pai de Silas é o responsável.

Através de cartas, anotações em diários e conversas com pessoas próximas, o antigo-novo-futuro-ex casal descobre que suas mães eram melhores amigas, os pais trabalhavam juntos, e que se amavam desde pequenos, até que tudo deu errado.
Apesar de quererem mais do que tudo descobrir como e por quê perderam a memória, também estão malucos para entender o que separou suas famílias e, principalmente, quando foi que aquele casal das cartas tão apaixonadas, tornaram-se dois estranhos.
Quanto mais remexem no passado, menos tem certeza se querem mesmo descobrir quem eram.
Os antigos Silas e Charlie pelo visto não eram muito educados com funcionários, não se davam muito bem com os irmãos e tratavam mal seus colegas. Além de estarem traindo um ao outro com pessoas da escola.
Se estava tudo tão ruim assim, por que insistiam em continuar com o namoro?
O que aconteceu entre as famílias dos protagonistas? Será que isso tem ligação com rumo que o namoro tomou? E com a perda de memória? Será que o casal está sozinho nessa empreitada ou acharão ajuda pelo caminho? Depois de todas as descobertas, eles conseguirão encontrar um caminho de volta para o outro? Ou será que nunca, jamais, voltarão a se amar?
Essas e muitas outras perguntas me assombraram enquanto eu lia a trilogia, mas confesso que o plot twist me decepcionou um pouco. Depois dos dois primeiros livros terminarem de forma que é impossível você não querer ler a continuação, achei a conclusão óbvia.
Gostei do final, mas achei que muitas pontas ficaram soltas e muitos acontecimentos foram deixados sem explicação e, apesar de não interferirem na história, me deixaram curiosa.
Apesar disso a trilogia vale a leitura, principalmente se você busca um livro que vai te tirar da ressaca literária, pois são livros curtos que te prendem com o enredo.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar? Ou nunca, jamais?

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