Tem minha cor? Quando maquiar se torna um ato político

Fala leitores!

Na resenha de hoje, vim falar sobre o livro do Tássio Santos (também conhecido como Herdeira da Beleza), do qual tive o prazer de participar da sessão de autógrafos aqui em São Paulo. O evento estava maravilhoso e ele me recebeu com muito carinho, autografou meu exemplar e, por um breve momento, mencionei sobre o blog e como seria um prazer imensurável resenhar seu livro. E aqui estou para falar um pouquinho dele para vocês. Como autor e maquiador, não poderia deixar de espalhar essa importante mensagem.

No mundo da maquiagem, a variedade de tons de pele representados nas prateleiras das lojas sempre foi um desafio. “Tem minha cor? Quando maquiar se torna um ato político” de Tássio Santos aborda exatamente esse tema, destacando a importância da inclusão e representatividade no mercado de beleza para pessoas de pele negra. Este livro é mais que uma reflexão, é um chamado à ação e à conscientização.

Tássio Santos, conhecido por seu trabalho como influenciador digital e criador do perfil “Herdeira da Beleza”, compartilha suas experiências pessoais e profissionais para evidenciar como a falta de produtos adequados pode impactar a autoestima e identidade de pessoas retintas. O autor, com uma abordagem didática e envolvente, desmistifica preconceitos e expõe as dificuldades enfrentadas.

A obra começa com uma análise histórica da evolução da maquiagem, mostrando como, por muito tempo, a indústria de beleza ignorou a diversidade de tons de pele. Santos detalha como a luta por inclusão na maquiagem é parte de uma luta maior contra o racismo estrutural. Ele argumenta que a ausência de produtos para pele negra não é apenas uma questão de mercado, mas sim um reflexo de uma sociedade que valoriza menos essas vidas.

Não se limitando a apontar problemas; ele também celebra os avanços e vitórias conquistadas. O lançamento de linhas de maquiagem mais inclusivas, como a Fenty Beauty de Rihanna, é um exemplo de como a pressão por representatividade pode gerar mudanças significativas. No entanto, ele enfatiza que ainda há muito a ser feito. Marcas que ainda não aderiram a essa diversidade precisa ser cobrada e incentivada a mudar.

Um dos pontos mais emocionantes do livro é quando Santos compartilha histórias de pessoas que, após anos de frustração, finalmente encontraram produtos que as representavam. Esses relatos mostram o impacto profundo que a inclusão pode ter na vida de alguém. Para muitas pessoas negras, encontrar a cor certa de base ou pó não é apenas uma questão de vaidade, mas sim de reconhecimento e valorização.

Além de discutir o mercado de beleza, “Tem minha cor?” também aborda como a maquiagem pode ser uma ferramenta de empoderamento e resistência. Santos descreve como a maquiagem pode ajudar na construção de uma identidade forte e positiva, especialmente para aqueles que cresceram sentindo-se excluídos e marginalizados. Ele vê a maquiagem não apenas como um produto de beleza, mas como um meio de afirmação e expressão pessoal.

O livro é um convite para todos – maquiadores, consumidores e profissionais da indústria – a repensarem suas práticas e atitudes. Tássio Santos desafia o leitor a questionar suas escolhas e a reconhecer o papel que cada um pode desempenhar na luta por um mercado de beleza mais justo e inclusivo.

Em resumo, “Tem minha cor? Quando maquiar se torna um ato político” é uma leitura indispensável para quem deseja entender a importância da diversidade na maquiagem. Tássio Santos nos guia através de uma jornada de conscientização e transformação, mostrando que a beleza não tem cor única e que a representatividade é fundamental para uma sociedade mais igualitária. Para maquiadores e todos os profissionais do ramo, este livro é um lembrete poderoso de que o trabalho vai além do estético e toca diretamente no político e no social.

Essa resenha dedico à minha amiga/parceira de trabalho Nat Alva, que me proporcionou esse encontro com o Tássio e que sempre que pode, alimenta meu lado leitor. Obrigado!

E você, leitor, deixo a clássica pergunta “Esse é um livro para recordar?”

4 comentários em “Tem minha cor? Quando maquiar se torna um ato político

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    1. Exatamente! É incrível como a indústria da beleza ainda tem tanto a evoluir nesse aspecto, né? Esse recorte é super necessário, e é ótimo ver livros que trazem essa discussão de forma tão bem fundamentada. Afinal, beleza é pra todo mundo, e diversidade precisa estar no centro disso! 🖤✨

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    1. Perfeito, você resumiu tudo! É um verdadeiro wake-up call, né? Nomear essa violência é essencial pra gente entender como ela se manifesta no dia a dia e o quanto impacta vidas negras. Quanto mais falarmos sobre isso, mais força ganhamos pra transformar essa realidade. 💪🏾✨

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