A ilha

Estava curiosa pra ler o livro de hoje porque aparecia em todas as listas de indicação pra livros de suspense, então vamos falar sobre “A Ilha”.

 Heather é uma jovem massoterapeuta de 24 anos que tem sua vida mudada totalmente ao se casar com Tom Baxter, um médico milionário que perdeu a esposa há pouco mais de um ano.

Além da diferença grande de idade entre o casal, ambos vêm de mundos diferentes, por isso a massoterapeuta está fazendo o seu melhor para impressionar o marido e dando tudo de si para conquistar seus novos enteados: Owen, de 12 anos, e Olivia, de 14. Apesar disso, as crianças não tem o menor problema em demonstrar a nítida insatisfação com a nova madrasta.

É numa viagem para a Austrália que a família de americanos tem suas vidas viradas de cabeça pra baixo. Tom tem uma palestra importante no país e leva os filhos e a mulher para aproveitarem tudo que o país tem a oferecer. Mesmo tento tudo o que sempre quiseram, os irmãos não estão nada satisfeitos com a viagem, principalmente por que ainda não viram nenhum animal exótico.

É durante uma dessas séries de reclamações em um passeio que dois homens se apresentam e um deles os convida para visitarem sua ilha particular e ver toda fauna e flora que a Austrália tem a oferecer. O outro é contra a ideia do irmão, mas não a nada que um pouco – ou muito – dinheiro não resolva, e assim a família Baxter parte numa balsa, juntamente com um casal que estava por perto, para a Ilha Holandesa.

Empolgados com o passeio as crianças parecem enfim relaxadas e Tom quer impressionar a esposa com o carro esportivo alugado. Mesmo com a recomendação dos irmãos para tomarem cuidado e não se afastarem muito da balsa, o médico sai acelerando mata à dentro e, tarde demais, percebe uma moça andando de bicicleta. A colisão é inevitável e, assim que sai do carro, Heather sabe que a mulher está morta.

Desesperado com o que pode acontecer Tom sugere ligar para pedir ajuda, mas a esposa diz que não tem sinal na ilha e não há nada que possam fazer pela pobre vítima. Tomando as rédeas da situação, Heather decide que devem esconder o corpo e ir embora o mais rápido possível. Estão na metade do caminho de volta pela balsa quando o motorista, que vive na ilha, aponta uma arma para a família e os leva de volta.

Foto por jiawei cui em Pexels.com

Todos os moradores da Ilha Holandesa são parte de uma grande família, os O’Neill. A mandachuva do lugar é uma senhora que todos chamam de “mãe”. Como vivem isolados da civilização, os habitantes da ilha estão acostumados a criarem suas próprias leis. Ao saberem do acidente causado pela família Baxter, decidem mantê-los prisioneiros.

 Tom sempre foi inteligente e nunca perdeu a calma, então acha que pode resolver tudo de forma amigável, com um acordo. Quando tudo parece estar se desenrolando da forma como o médico quer, o marido da jovem morta aparece e, enlouquecido com o que aconteceu, dá uma facada em Tom, que cai sem vida na frente de Heather.

Desesperada sem o marido e tendo que cuidar de duas crianças que a culpam por tudo o que está acontecendo, a massoterapeuta precisa correr contra o tempo – e toda uma família enfurecida – para salvar suas vidas.

Quem são aquela família que vive na ilha e qual o seu passado? O que fazer em uma terra sem lei? Existe acordo possível com pessoas que veem a vida humana com tanto descaso? Ou é olho por olho? Se sim, Tom matou uma jovem, mas foi morto, sendo assim, a justiça já não foi feita? Heather conseguirá sair da ilha com os enteados? Ou perceberá que tem mais chances sozinha? Quais são nossos limites para defendermos aqueles que amamos? Existe algum inocente nessa história? Ou tudo depende do ponto de vista?

Depois de tudo o que vi a respeito do livro, eu esperava mais. Demorei muito pra embarcar na leitura e não consegui criar vínculo algum com os personagens, então aquele medo de perder um deles não me afetou. Ou seja, mesmo em cenas de tensão, não fiquei totalmente imersa na leitura. Fora que achei a obra um pouco arrastada, foram quase 200 páginas de uma fuga que andava em círculos.

Apesar disso, o livro me deixou pensativa com alguns dos questionamentos que pontuei. Mas, como sempre, fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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